Uma névoa encobriu diversas regiões de Teresina nas primeiras horas desta terça-feira (7), surpreendendo moradores e mudando o cenário da capital piauiense. Em entrevista à Rede Meio Norte, a meteorologista Sônia Feitosa, da Secretaria de Meio Ambiente do Piauí (Semarh), explicou como o fenômeno se forma.
Segundo ela, a névoa se forma quando a superfície do solo está mais fria do que o normal, ocorrendo geralmente após um dia de chuva, perto de rios, árvores e áreas vegetais. Ela ressaltou que, na noite desta segunda-feira (6), choveu na capital, o que intensificou o fenômeno.
Sônia destacou que o fenômeno está diretamente ligado às condições de alta umidade do ar combinada com temperaturas mais baixas nas primeiras horas do dia, situação que favorece a condensação de partículas de água próximas à superfície.
“Tinha bastante umidade, principalmente quando é perto de rio, após uma chuva, porque a umidade fica muito alta. Então, há necessidade de a umidade estar alta para que haja a condensação. É a mesma coisa de um processo de nuvens. É como se fosse as nuvens tocando a superfície do sol”
NÉVOA ≠ NEBLINA
A névoa pode ser confundida com a neblina, no entanto, a meteorologista explicou que a principal diferença está na visibilidade. Conforme a especialista, na névoa, é possível enxergar até 1 km de distância, enquanto na neblina a visibilidade é ainda mais comprometida, podendo dificultar até mesmo a condução de veículos.
“Na neblina fica tudo fechado mesmo, você não consegue ver nem o carro. Você não consegue nem dirigir. Fica muito opaco mesmo”