Em colaboração com Jéssica Machado.
Uma organização criminosa suspeita de furtar cartões de crédito e aplicar golpes foi alvo da Operação Cartão Fantasma deflagrada pela Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) na manhã desta terça-feira (10), em Teresina. Até o momento, três pessoas foram presas.
Durante a operação, foram realizados bloqueios e sequestros de contas bancárias, no valor de até R$ 150 mil.
COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA?
Segundo o delegado Humberto Mácola, a ação é decorrente de outra operação, na qual os suspeitos de furtar os cartões foram presos. Já os alvos de hoje seriam os responsáveis por utilizar maquininhas de cartão da própria organização para realizar transações comerciais simuladas, visando gerar prejuízo às vítimas e ocultar a origem ilícita dos valores obtidos. A autoridade ainda explicou como ocorria o esquema:
Eles tinham informações privilegiadas e quando esses cartões iam chegar na casa das vítimas, conseguiam interceptar, fazia inclusive o SIM Swap, que é a captura da via telefônica, enviando um código de verificação para a vítima. Eles obtiam esse código de verificação, e assim, eles conseguiam, obtendo a linha telefônica da vítima, faziam solicitações para a a entrega desses cartões e antes do cartão chegar na casa da vítima, eles conseguiam tirar esse cartão.
Para isso, segundo o delegado, os suspeitos abordavam as vítimas se passando por empresas que precisavam fazer uma verificação no telefone, solicitando um código de verificação que era enviado ao celular da vítima. Com esse código, eles conseguiam capturar a linha telefônica.
“Com a linha da vítima, eles conseguiam abrir contas correntes, eles entravam em em em em comunicação com os bancos das vítimas, se passando pelas vítimas e assim solicitavam cartões e solicitavam as senhas”
TROCAVAM DE MAQUININHA ENTRE SI
Ao todo, foram cumpridos sete mandados nas zonas Sul e Sudeste. Três pessoas foram presas e foram apreendidos celulares e notebooks, que serão analisados para dar continuidade às investigações. Conforme o delegado, os criminosos trocavam as maquininhas entre si, inclusive repassando-as para CNPJs diferentes.
Nós inclusive tivemos a informação dentro do inquérito que eles trocavam essas maquininhas de cartão de um para o outro, inclusive repassando para o CNPJ de um que era, eles tinham propriedade de um CNPJ para outro CNPJ, fazendo justamente essa troca para dificultar a investigação.
RAMIFICAÇÕES
O delegado não descartou a possibilidade de ramificações fora do estado, especialmente em relação à quadrilha responsável pelo SIM Swap, além de envolvimento de funcionários ligados a agências bancárias. Humberto Mácola pontuou que as diligências continuam e que novas operações ainda podem ser realizadas.
A investigação não descarta isso, nós inclusive estamos nessa linha de investigação e outras prisões envolvidas. Essa situação pode acontecer.