- Assassino do segurança Erismar Rodrigues se entregou à polícia na segunda-feira (17).
- Ítalo Rangel da Costa, principal suspeito, teria discutido com a vítima no dia do crime.
- A discussão surgiu após descoberta de relacionamento extraconjugal entre Erismar e ex-companheira de Ítalo.
- Piloto da motocicleta, Dalvan Rocha, seria cunhado de Ítalo e teria ajudado na execução do crime.
- Prisões preventivas dos suspeitos foram decretadas e inquérito segue para conclusão.
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) elucidou o assassinato do segurança Erismar Rodrigues dos Santos, de 47 anos. O crime aconteceu em julho deste ano, na Avenida Padre Humberto Pietrogrande, na zona Sudeste de Teresina. O piloto da motocicleta utilizada no crime se entregou à polícia na manhã desta segunda-feira (17).
O principal suspeito é Ítalo Rangel da Costa, com quem a vítima teria tido uma discussão no dia do assassinato. A reportagem obteve imagens do momento em que Erismar afirma estar sendo ameaçado de morte por Ítalo.
Segundo a investigação, as ameaças contra Erismar começaram depois que o suspeito descobriu o relacionamento extraconjugal entre o segurança e sua então companheira.
A situação teria se agravado depois que a mulher pediu o divórcio. A polícia informou que Ítalo não aceitava o fim do casamento nem a possibilidade de a ex-companheira iniciar um relacionamento com Erismar, que também estava solteiro.
Ainda de acordo com a apuração, a mulher teria revelado que o filho do casal era, na verdade, filho de Erismar.
PILOTO SE APRESENTOU
O piloto da motocicleta utilizada na ação criminosa, identificado como Dalvan Rocha Pereira, se entregou à polícia nesta segunda-feira (17). Segundo o delegado Bruno Ursulino, do DHPP, ele seria cunhado de Ítalo e teria dado apoio à execução do crime.
Apesar de o veículo estar registrado em nome da ex-companheira de Ítalo, a motocicleta seria utilizada por Dalvan. Durante o depoimento no DHPP, ele decidiu permanecer em silêncio.
As prisões preventivas dos dois suspeitos foram decretadas pela Justiça. Agora, a Polícia Civil deve concluir os procedimentos, colher novas informações e finalizar o inquérito que investiga a morte de Erismar.