- Gilvan Alves Barbosa afirma dívida de R$ 2 milhões é falsa.
- Dívida teria começado em 2010 com valor inicial de R$ 60 mil.
- Pagamentos foram feitos até 2013, mas juros fizeram débito crescer excessivamente.
- Empresário foi ameaçado por homem do Ceará e policiais militares em Teresina.
Após a repercussão do MeioNews sobre ameaças sofridas pelo empresário Gilvan Alves Barbosa devido uma susposta divida de R$ 2 milhões, ele se manifestou por meio de nota e apresentou sua versão sobre a origem do débito.
Segundo ele, a dívida teve início em 2010 junto à Imperial Factoring Fomento e Cobrança Ltda., com valor inicial de aproximadamente R$ 60 mil. O empresário afirmou que, em 2012, o credor Pedro José retirou a dívida da factoring e celebrou um contrato particular, no qual foram acrescentados cerca de R$ 57 mil em juros, elevando o débito para aproximadamente R$ 117 mil.
Ainda conforme o posicionamento, as parcelas continuaram sendo pagas regularmente até o final de 2013 e, em nenhum momento, houve recusa em quitar a dívida. Gilvan alegou, porém, que os juros aplicados fizeram o valor crescer de forma excessiva, tornando os pagamentos financeiramente inviáveis ao longo do tempo. A nota também sustenta que houve tentativa de renegociação do débito, mas sem acordo entre as partes.
Desde o ano de 2013 não houve mais qualquer contato acerca do assunto, até que, recentemente, surgiram pessoas afirmando serem proprietárias da dívida, realizando cobranças no valor aproximado de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), acompanhadas de graves ameaças dirigidas a toda a família, diz a nota do empresário.
AMEAÇAS
Gilvan Alves Barbos é proprietário de uma loja de pneus localizada no bairro Vermelha, zona Sul de Teresina. Na sexta-feira (8), Gilvan teria sido ameaçado por um homem identificado como Lennon, do Ceará.
A suposta dívida teria sido contraída após um empréstimo envolvendo um terceiro empresário do ramo de venda de veículos, identificado apenas pelas iniciais “JP”.
Lennon, que estaria representando JP, teria ido até a loja de pneus acompanhado de um homem apontado como “cobrador”, oriundo de Castelo do Piauí, além de um advogado e dois policiais militares — um do Piauí e outro do Ceará — momento em que teriam ocorrido as ameaças contra o empresário.
O veículo utilizado na ação foi apreendido pela polícia ainda na sexta-feira (8). Os suspeitos ainda tentaram abandonar o carro. Eles foram ouvidos e, posteriormente, liberados.
As ameaças ocorreram por meio de ligações telefônicas e envio de vídeos, contendo intimidações e ameaças de morte, causando enorme abalo emocional e temor à integridade física de todos os envolvidos. Esclarece-se, ainda, que o referido valor cobrado é absolutamente irreal, desproporcional e incompatível com o valor originário da dívida, não correspondendo sequer a uma atualização razoável do débito para os dias atuais, diz a nota.
VEJA A NOTA COMPLETA
A dívida citada teve origem junto à empresa Imperial Factoring Fomento e Cobrança Ltda., de propriedade do senhor Pedro José, conhecido como “PJ Veículos”, no ano de 2010. O valor principal da dívida correspondia, aproximadamente, a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais). Durante longo período, foram realizados pagamentos referentes exclusivamente aos juros incidentes sobre o débito, sem haver qualquer abatimento real ao valor principal do empréstimo.
Posteriormente, o senhor Pedro José retirou a dívida da factoring no ano de 2012, ocasião em que foi celebrado contrato particular, no qual foram acrescidos ao valor principal inicial de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) juros que totalizavam cerca de R$ 57.000,00 (cinquenta e sete mil reais), passando a dívida ao valor total de R$ 117.000,00 (cento e dezessete mil reais).
As parcelas foram quitadas regularmente até o final do ano de 2013. Ressalte-se que, em nenhum momento, houve negativa quanto ao pagamento da dívida. Contudo, em razão da elevada incidência de juros e do consequente aumento excessivo do débito, a manutenção dos pagamentos tornou-se financeiramente insustentável.
Diante dessa situação, foi proposta uma negociação visando à divisão e quitação do valor principal da dívida, com parcelas fixas. Entretanto, o senhor André, filho do credor, não aceitou o acordo apresentado. Em razão disso, foi solicitado que eventual cobrança fosse realizada pelas vias judiciais competentes.
Desde o ano de 2013 não houve mais qualquer contato acerca do assunto, até que, recentemente, surgiram pessoas afirmando serem proprietárias da dívida, realizando cobranças no valor aproximado de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), acompanhadas de graves ameaças dirigidas a toda a família.
As ameaças ocorreram por meio de ligações telefônicas e envio de vídeos, contendo intimidações e ameaças de morte, causando enorme abalo emocional e temor à integridade física de todos os envolvidos.
Esclarece-se, ainda, que o referido valor cobrado é absolutamente irreal, desproporcional e incompatível com o valor originário da dívida, não correspondendo sequer a uma atualização razoável do débito para os dias atuais.
Todos os fatos já foram devidamente comunicados às autoridades competentes. A Polícia Civil do Estado do Piauí tem dado a resposta necessária às denúncias apresentadas, conduzindo as investigações com seriedade e responsabilidade.
Da mesma forma, confiamos plenamente na Polícia Militar do Estado do Piauí e acreditamos que, caso sejam confirmadas eventuais participações de policiais militares nos fatos denunciados pela reportagem, os responsáveis serão devidamente identificados e responsabilizados na forma da lei.
Nossa família acredita nas instituições, no poder do Estado representado pelo aparelho de segurança pública do Piauí, na Justiça e, sobretudo, em Deus, confiando que toda a verdade será esclarecida e que os fatos serão solucionados dentro da legalidade.