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Empresário do “Pagode do Chico” e namorada viram manchete no Paraguai após fuga do Brasil

Procurado pela Interpol, o casal é alvo de buscas na fronteira, enquanto a imprensa paraguaia destaca a fuga do casal e a investigação sobre o maior prejuízo financeiro já registrado no Piauí.

Ver Resumo
  • Polícia brasileira busca casal acusado de esquema de pirâmide que causou prejuízo superior a R$600 milhões no Piauí.
  • Casal está foragido e teria se escondido em Ciudad del Este, com apoio da imprensa paraguaia na busca.
  • Interpol investiga suspeitos que estão na lista vermelha e podem estar se escondendo na fronteira com o Brasil.
  • Investigação aponta que esquema fraudulento pode ter se expandido para o Paraguai, com relação comercial próxima ao Brasil.
Paraguai noticia fuga de casal do Piauí | Reprodução

Em colaboração com Maria Albuquerque

A Polícia segue tentando localizar Francisco das Chagas Chaves da Silva, o conhecido Pagode do Chico, que está foragido após liderar um esquema de pirâmide financeira da “X Trader” no Piauí. Além dele, a namorada Kayra Cardoso Guimarães também está com mandado de prisão em aberto expedido pelo judiciário.

O último passo dado pelo casal teria sido em uma academia em Ciudad del Este. Para ajudar na investigação, a imprensa do Paraguai deu amplo destaque para essa investigação que é considerada, até o momento, o maior prejuízo financeiro já identificado no Piauí, ultrapassando os R$600 milhões de reais. 

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL 

A caçada foi destaque no Grupo Vanguardia na manhã desta quinta-feira (16), além disso, o delegado Luciano Alcântara, responsável pelo inquérito policial, foi entrevistado na Rádio La Clave repassando informações para colaborar com a identificação do casal.

Jornal "Diario Vanguardia" - Foto: Reprodução

Na última vez que o Pagode do Chico foi visto, ele teria deixado a barba crescer e emagrecido, a fim de disfarçar a própria identidade por medo de possíveis vítimas dos golpes.

“Em fevereiro de 2026, enquanto as investigações estavam em andamento, tivemos a informação de que Francisco e Kayra estariam fazendo musculação em Ciudad del Este”, afirmou o delegado à rádio.

Ainda segundo o delegado, há esforços mútuos entre a Polícia Federal do Brasil e as forças de segurança do Paraguai, mas até o momento os suspeitos não foram localizados.

O “Diario Vanguardia” estampou na manchete da primeira capa do jornal diário o caso: “Pareja de brasilenõs habría estafado G. 1.000 millones a una empresaria” (Casal de brasileiros teria aplicado um golpe de G$ 1 bilhão contra uma empresária).

Imprensa internacional repercute fuga de casal de brasileiros - Foto: Reprodução

Já em outra edição do jornal o título sinaliza que os suspeitos estariam se escondendo no Paraguai após escapar do Brasil: “Megaestafadores se estarían ocultando em CDE trás hui de Brasil” (Suspeitos de estelionato estariam escondidos em Ciudad del Este após deixarem o Brasil). 

INTERPOL INVESTIGA 

As investigações apontam que Francisco das Chagas e Kayra Cardoso Guimarães já estão na lista vermelha da Interpol. De acordo com a imprensa internacional, os suspeitos estariam tentando escapar do alcance das autoridades brasileiras se escondendo na região da fronteira. 

Além disso, se trabalha com a possibilidade de que o esquema fraudulento também tenha alcançado o território paraguaio, considerando que há uma relação comercial próxima entre Brasil e Paraguai.

RELEMBRE O CASO 

Conhecido popularmente por promover o “Pagode do Chico”, Francisco passou a atrair investidores por meio da empresa “Xtreme Trader”. A firma oferecia rendimentos mensais que chegavam a 10%, sob a promessa de ganhos rápidos e altos lucros.

As investigações apontam que os primeiros pagamentos, feitos de forma pontual, ajudaram a dar aparência de credibilidade ao negócio, enquanto a exposição de um estilo de vida luxuoso nas redes sociais reforçava a confiança de novos investidores. Os aportes variam de R$20 mil a R$5 milhões.

Ao todo, mais de 300 pessoas — entre empresários, influenciadores e profissionais de Teresina (PI) e Timon (MA) — afirmam ter sido prejudicadas.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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