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Empresário do 'Pagode do Chico' investigado por golpe milionário é visto em academia no Paraguai

Conforme apurado pela coluna, ele está residindo no país, que faz fronteira com o Brasil.

Francisco das Chagas Chaves da Silva. | Reprodução

O empresário Francisco das Chagas Chaves da Silva foi visto recentemente em uma academia no Paraguai. Ele é investigado pelas polícias do Piauí e do Maranhão por enganar ao menos 400 pessoas e lucrar mais de R$ 80 milhões com a “Xtreme Trader”. Conforme apurado pela coluna, ele está residindo no país, que faz fronteira com o Brasil.

Após a repercussão do caso, as primeiras informações eram de que Francisco e a companheira, Kaira Cardoso, teriam deixado o país e estariam em Portugal. Posteriormente, ele teria voltado ao Brasil e tentado morar em Recife. Ele chegou a ir à Teresina (PI), mas voltou a morar fora do país.

Apesar de ser investigado, não há mandado de prisão contra o empresário, ou seja, ele não é considerado foragido. Ele permanece fazendo apostas e atuando no mercado financeiro. Francisco deixou a barba crescer e emagreceu, a fim de disfarçar a própria identidade por medo de possíveis vítimas dos golpes.

ENTENDA O CASO

Conhecido popularmente por promover o “Pagode do Chico”, Francisco passou a atrair investidores por meio da empresa “Xtreme Trader”. A firma oferecia rendimentos mensais que chegavam a 10%, sob a promessa de ganhos rápidos e altos lucros.

As investigações apontam que os primeiros pagamentos, feitos de forma pontual, ajudaram a dar aparência de credibilidade ao negócio, enquanto a exposição de um estilo de vida luxuoso nas redes sociais reforçava a confiança de novos investidores. Os aportes variavam de R$ 20 mil a R$ 5 milhões.

Ao todo, mais de 300 pessoas — entre empresários, influenciadores e profissionais de Teresina (PI) e Timon (MA) — afirmam ter sido prejudicadas.

INVESTIGAÇÃO

As primeiras denúncias vieram a público em junho deste ano. Com o avanço das apurações, relatos de vítimas também apareceram em outros estados, como Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A Polícia Civil investiga a possível participação de outras pessoas na estrutura do esquema. Os suspeitos podem responder por crimes como estelionato e organização criminosa.

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*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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