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Exclusivo Estudante de Direito suspeita de integrar o Bonde dos 40 tem prisão mantida em Teresina

Joyce foi presa junto com um jogador de futebol e outros três suspeitos dentro de um imóvel localizado na Vila Dagmar Mazza

Prisão de estudante de direito Joyce Karla Lima é mantida | Reprodução

A estudante de Direito Joyce Karla Lima teve a prisão mantida após audiência de custódia, segundo informou o delegado Charles Pessoa, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Ela é suspeita de integrar a facção criminosa Bonde dos 40 e foi presa durante uma operação policial realizada na manhã de quarta-feira (7), na zona Sul de Teresina.

Joyce foi presa junto com um jogador de futebol e outros três suspeitos dentro de um imóvel localizado na Vila Dagmar Mazza. De acordo com a Polícia Civil, a casa pertence a um homem conhecido como “Pompom”, apontado como um dos chefes da facção criminosa na região. Ele foi preso e solto em outubro, mas o imóvel continuava sendo usado para atividades ilegais.

Segundo o delegado Charles Pessoa, além de Joyce, a prisão de outro suspeito também foi mantida de forma preventiva. “As prisões foram mantidas. O flagrante foi homologado, ou seja, a Justiça reconheceu que a prisão aconteceu dentro da legalidade”, explicou.

Os outros três suspeitos presos na mesma operação foram colocados em liberdade, mas seguem sendo monitorados com tornozeleira eletrônica. “Eles responderão em liberdade, com medidas cautelares, mas todos continuam sendo acompanhados pela polícia”, disse o delegado.

A Polícia Civil investiga se os estudos da estudante de Direito eram financiados pela facção criminosa. Segundo Charles Pessoa, esse tipo de prática já ocorre em outros estados e também é alvo de apuração no Piauí.

“Infelizmente, é uma realidade no Brasil. Facções acabam patrocinando a formação de algumas pessoas para que depois elas sirvam aos interesses do próprio grupo criminoso”, afirmou. O delegado contou que, por estratégia, não pode confirmar se o curso de Joyce era pago pela facção, mas reforçou que há indícios da ligação dela com o grupo criminoso.

“O que posso afirmar é que ela tem relação com a facção criminosa. Esse tipo de situação preocupa muito a sociedade”, declarou. Ainda durante a entrevista, Charles Pessoa comentou sobre o impacto social desse tipo de envolvimento.

“A sociedade se decepciona quando vê uma estudante de Direito, uma mulher, ocupando um espaço que deveria ser de construção, mas sendo usada ou atuando dentro do crime organizado”, disse.

PRISÃO OCORREU NA QUARTA

Durante a operação, os policiais apreenderam drogas embaladas e escondidas em malas dentro de um dos quartos da casa. O local já havia sido alvo de outras três operações policiais entre 2022 e 2024, todas relacionadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, o imóvel pertence a “Pompom”, investigado por tráfico, lavagem de dinheiro e por coordenar ações da facção criminosa. O delegado destacou que, mesmo quando suspeitos são colocados em liberdade, o monitoramento continua.

“Todos que passaram por operações do Draco seguem sendo acompanhados. Se houver qualquer novo vínculo com facções, novas medidas serão tomadas”, afirmou.  As investigações seguem em andamento.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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