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Operação contra rifas ilegais é deflagrada no Piauí, Maranhão, Pará e Minas Gerais

Ao todo estão sendo cumpridos 32 mandados no estados do Piauí, Minnas Gerais e Maranhão.

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  • Operação contra rifas ilegais deflagrada na manhã desta quarta-feira em quatro municípios.
  • Foram cumpridas 32 ordens judiciais, incluindo 4 prisões e 28 buscas em domicílios.
  • Investigação apura organização criminosa que adulterava números de bilhetes de jogos ilegais.
  • Relatórios apontam movimentações financeiras de cerca de R$ 11,5 milhões envolvidas no esquema.
  • Integração entre forças de segurança foi fundamental para cumprimento das medidas judiciais.

Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (24) uma operação contra rifas ilegais. Ao todo, estão sendo cumpridas 32 ordens judiciais, sendo 4 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Pirapora (MG), Teresina (PI), Timon (MA) e Rondon do Pará (PA).

Em Teresina, foram cumpridos 16 mandados. A ação é realizada pela Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil do Piauí (PC-PI), através da Diretoria de Operações Policiais (DEOP), em conjunto com a Polícia Civil de Minas Gerais (4ª DRPC/Pirapora/14º DEPPC/Curvelo). 

JOGO "QUER GANHAR"

O objetivo da investigação é apurar a atuação de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, especialmente por meio do jogo denominado “Quer Ganhar”, além da prática, em tese, dos crimes de lavagem de capitais, organização criminosa e ameaças a apostadores.

O inquérito policial teve início a partir do Relatório Circunstanciado de Investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, que identificou indícios de estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas, recrutamento de vendedores e utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação e dissimulação de valores provenientes da atividade ilícita.

Foto: Divulgação/SSP-PI

Modus Operandi do Grupo

Os suspeitos são investigados por integrar um grupo criminoso que vendia as rifas para as pessoas, mas realizava a adulteração dos números dos bilhetes. Além disso, as investigações apontam que ocorria a manipulação por meio do controle das “sobras” de bilhetes não vendidos e uso de plataformas digitais para divulgação dos sorteios.

 Com os números alterados, as vítimas acabavam não sendo premiadas. Se ela fosse premiada, os criminosos mudavam a estratégia e alegavam que o bilhete havia sido adulterado pelo próprio cliente que o comprou e passavam a fazer ameaças contra essas pessoas.

As investigações identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitosRelatórios de Inteligência Financeira (RIFs), produzidos a partir de comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), apontam operações atípicas que somam cerca de R$ 11,5 milhões. 

Diante dos indícios, a Polícia Civil solicitou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 1,1 milhão.

Apreensões e Prisões

Até o momento, a polícia já confirmou a realização de pelo menos três prisões. De acordo com o diretor do Departamento de Operações Policiais (DEOP), delegado Tales Gomes, a integração entre as equipes foi essencial.

Trata-se de uma investigação complexa, que evidencia a atuação estruturada de um grupo criminoso com ramificação em diversos estados. O trabalho integrado das forças de segurança foi fundamental para o avanço das medidas judiciais e para o enfrentamento do esquema investigado. Do total de mandados de busca e apreensão cumpridos, 16 ocorreram em Teresina, pontuou o delegado.

A ação contou com apoio da Departamento de Repressão às Ações Criminosas (DRACO) e Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da PC-PI.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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