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'Pagode do Chico': Empresário suspeito de golpe de R$ 440 milhões no Piauí segue foragido

Conhecido por organizar o evento “Pagode do Chico”, Francisco das Chagas é investigado por comandar uma rede de investimentos fraudulentos por meio da empresa Xtreme Trader.

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  • Empresário Francisco das Chagas, acusado de liderar esquema de pirâmide, continua foragido da Justiça.
  • Investigação aponta que ele teria movimentado mais de R$ 440 milhões em operações fraudulentas.
  • Delegado revela que empresário mantinha contato com a polícia, mas alegou medo pela própria segurança.
  • Operação "Extrema Confiança" resultou em prisões e medidas cautelares contra integrantes do esquema.
  • População é alertada sobre riscos de investimentos que prometem altos rendimentos sem autorizações.
Francisco das Chagas Chaves da Silva | Reprodução

Em colaboração com Rauena Pinheiro

O empresário Francisco das Chagas Chaves da Silva, conhecido como "Chico" e apontado como um dos principais responsáveis por um esquema de pirâmide financeira que teria lesado ao menos 400 pessoas, continua foragido da Justiça. Contra ele há um mandado de prisão em aberto desde o início da operação policial deflagrada em 2025.

Conhecido por organizar o evento “Pagode do Chico”, Francisco das Chagas é investigado por comandar uma rede de investimentos fraudulentos por meio da empresa Xtreme Trader. De acordo com as investigações, centenas de pessoas teriam sido atraídas pela promessa de altos rendimentos financeiros.

Em entrevista ao Meio News, o delegado Luciano Alcântara revelou que, no início das investigações, o empresário chegou a manter contato com a polícia, mas alegou temer pela própria segurança.

Ele alegou que não estava presente e não se apresentaria a mim porque estava com receio da sua integridade física. Eram muitas pessoas procurando ele e alegou que estava em um país na Europa. Tivemos informação do paradeiro dele, mas não conseguimos informar. Naquele momento, como era o começo da investigação, não havia motivo algum para a gente acelerar uma possível busca contra ele, porque não se sabia a extensão do que estava por vir, se era um golpe financeiro, como funcionava. Então não avançamos nas investigações para tomar uma providência, afirmou o delegado.

Segundo Luciano Alcântara, Francisco das Chagas permanece foragido e ainda não foi localizado para o cumprimento da ordem judicial.

Ele é considerado foragido. Existe um mandado de prisão em desfavor dele que não foi cumprido nesta segunda fase porque ele não foi localizado. A investigação não finalizou. Fizemos a prisão de duas pessoas ontem e outra medida cautelar. Existem mais pessoas que estamos verificando e, ao final da investigação, acredito que vai aparecer mais gente envolvida, declarou.

As investigações apontam que o empresário foi visto em fevereiro deste ano em uma academia no Paraguai. Na ocasião, ele apresentava uma aparência bastante diferente da que era conhecida publicamente, com barba, mais magro e musculoso.

Quando o caso veio à tona, informações divulgadas durante as investigações indicavam que Francisco das Chagas e sua companheira, Kaira Cardoso, estariam escondidos em Portugal. No entanto, as autoridades não confirmam oficialmente o paradeiro do casal.

A Polícia Civil segue apurando o caso e não descarta o surgimento de novos investigados à medida que as diligências forem concluídas.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, o grupo atraía as vítimas oferecendo falsas operações na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com promessas de rentabilidade mensal de até 10% sobre o valor investido.

Para conferir credibilidade ao negócio e transmitir segurança aos investidores, os suspeitos registraram uma empresa de fachada na Junta Comercial do Piauí com o nome “Xtreme Trade”. A estimativa é de que o golpe tenha feito mais de 300 vítimas, principalmente nos estados do Piauí e do Maranhão.

As investigações apontam que, ao longo de aproximadamente dois anos e meio, a Xtreme Trade e seu sócio-administrador movimentaram mais de R$ 440 milhões, considerando créditos e débitos somados.

SEGUNDA FASE DA OPERAÇÃO "Extrema Confiança"

A Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia-Geral, deflagrou na segunda-feira (22) a segunda fase da Operação "Extrema Confiança", com o objetivo de desarticular o grupo criminoso apontado como responsável pelo maior esquema de pirâmide financeira da história do estado. A ação também resultou em prisões no Maranhão

Francisco das Chagas- Foto: Reprodução

Alerta à população

O delegado ainda alertou a população sobre os riscos de investimentos que prometem lucros rápidos e rendimentos muito acima da média do mercado. Antes de aplicar qualquer recurso financeiro, é fundamental verificar se a empresa ou o profissional possui as certificações e autorizações exigidas pelos órgãos reguladores.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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