Escrita por Jéssica Machado.
O quarto suspeito de envolvimento na morte do empresário do ramo do ouro, Edivan Francisco de Moraes, permanece foragido. Na manhã desta sexta-feira (13), o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) compartilhou a foto e a identificação do homem. Trata-se de Pedro Felipe Felix de Sousa.
Conforme o delegado Natan Cardoso, do DHPP, ele é irmão de Adão de Sousa Rodrigues Júnior, conhecido como “Neurótico”, que era inicialmente investigado no âmbito do crime. O objetivo é permitir que a população colabore com as forças de segurança com quaisquer informações sobre o suspeito.
Para que a gente realize essa prisão importante também. É um indivíduo de altíssima periculosidade que tem envolvimento com roubos e esse latrocínio praticado em favor do seu Edivan. [...] Ele também entrou na residência da vítima, né? E também foi responsável lá pela execução direta da vítima.
- As denúncias podem ser feitas através do número: (86) 994636500
OUTROS SUSPEITOS
Além de Felipe, o delegado Natan Cardoso informou que outros três homens são suspeitos da morte do empresário e foram capturados durante as duas fases da Operação Caronte, vinculada à Operação Ouro Sujo.
A primeira fase foi deflagrada no dia 23 de janeiro deste ano, quando dois suspeitos foram presos. Já na segunda, ocorrida nesta sexta-feira (13), um homem conhecido como “Renato Magão” foi capturado. No decorrer do inquérito, alguns nomes que chegaram a ser investigados foram excluídos por não haver elementos que comprovassem participação direta no caso.
Atualmente as prisões são preventivas. Então, a gente já está na fase final da investigação policial e as investigações já estão se encerrando. Agora resta apenas esse interrogatório do Renato e aí a gente já vai encerrar as investigações e esse indivíduo que se encontra foragido.
Como aconteceu?
Edivan foi encontrado morto no dia 4 de janeiro, em uma residência no bairro Jacinta Andrade, na zona Norte de Teresina, com marcas de disparos de arma de fogo na cabeça. As investigações do DHPP revelaram que a motivação do crime foi patrimonial, pois tinha como objetivo subtrair o ouro e outros bens de valor de Edivan.
Eles simularam uma venda de ouro para a vítima, que iria ali receptar esse ouro, o ouro proveniente de ouro roubos na residência na cidade de Altos. Nesse contexto, eles acabaram por executar a vítima com um disparo na cabeça, que evoluiu a óbito ainda lá dentro da própria casa da vítima. Crime bárbaro, vítima teve o seu rosto coberto, no entanto, no momento do disparo, teve o seu rosto descoberto, com uma extrema frieza demonstrada aí pelos criminosos.