Moradores do bairro Saci, na zona Sul de Teresina, estão mobilizados para tentar identificar um homem que ficou conhecido como “tarado do Saci”, após ser flagrado praticando atos obscenos nas proximidades de uma unidade educacional e de residências da região. A Polícia Civil do Piauí também atua no caso e tenta identificar o suspeito para intimá-lo a prestar esclarecimentos.
De acordo com informações levantadas pelos próprios moradores, a placa do veículo utilizado pelo homem foi registrada por uma câmera de segurança. A partir disso, eles descobriram que o carro havia sido alugado em uma locadora. Ainda segundo o levantamento, o indivíduo teria omitido o endereço no momento da locação.
Na apuração informal, os moradores chegaram ao nome de uma pessoa que teria feito o aluguel do veículo. O suspeito possui perfil em uma rede social voltado à divulgação de currículos profissionais, mas também utilizaria a plataforma para compartilhar imagens de mulheres. Apesar disso, não há confirmação de que ele seja o mesmo homem flagrado nas ocorrências.
A situação tem gerado medo entre os moradores, principalmente entre mulheres e crianças. Há suspeitas levantadas por populares de que o veículo poderia ter sido alugado para abordar ou até sequestrar possíveis vítimas, mas essa informação ainda não foi confirmada pelas autoridades. Com receio, a proprietária de uma residência onde funciona um salão de beleza deixou de voltar ao imóvel após a repercussão do caso, temendo possíveis novas investidas por parte do suspeito.
Além do bairro Saci, há indícios de que o suspeito também tenha agido na região do Parque Piauí. Imagens obtidas com exclusividade mostram um homem com características semelhantes circulando pelas ruas e observando residências. Em um dos registros, ele aparece vestindo camisa preta, calça laranja e utilizando máscara para dificultar a identificação.
Segundo relatos, os fatos no Parque Piauí teriam ocorrido em setembro do ano passado, nas proximidades das quadras 80 e 86, próximo ao Clube dos Cem, por três dias consecutivos. Na época, moradores chegaram a alertar sobre a situação em grupos de mensagens, mas o homem deixou de aparecer na região. Em um dos registros, ele é flagrado em frente à mesma residência. Em outra ocasião, aparece com uma peça de roupa feminina nas mãos. Para evitar ser reconhecido, ele disfarçava a ação, fingindo caminhar ou até mesmo se escondendo ao perceber a movimentação de pessoas. Diante dos registros, há suspeita de que os atos venham sendo praticados desde 2025.
Procurada, a polícia orientou cautela e informou que as investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar o suspeito.