- Vereadores de Pio IX devem se reunir em sessão extraordinária na próxima segunda-feira para votar o recebimento do pedido de cassação contra o prefeito Silas Noronha.
- O pedido foi protocolado pelo ex-secretário municipal de Agricultura, Márcio Tércio Alencar, que denunciou abuso sexual praticado pelo gestor contra uma parente sua.
- A votação não trata da cassação do mandato, mas da admissibilidade da denúncia apresentada à Câmara Municipal.
- O processo seguirá para as próximas etapas previstas na legislação se o pedido for aceito pelos parlamentares.
Os vereadores de Pio IX devem se reunir em sessão extraordinária na próxima segunda-feira para votar o recebimento do pedido de cassação apresentado contra o prefeito Silas Noronha. A denúncia foi protocolada pelo ex-secretário municipal de Agricultura, Márcio Tércio Alencar, que deixou o cargo após afirmar que uma parente sua teria sido vítima de abuso sexual praticado pelo gestor.
A votação não trata ainda da cassação do mandato, mas da admissibilidade da denúncia apresentada à Câmara Municipal. Caso o pedido seja aceito pelos parlamentares, o processo seguirá para as próximas etapas previstas na legislação.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, Maykon Alencar, o requerimento foi protocolado recentemente e o setor jurídico da Casa já analisa os procedimentos que deverão ser adotados.
exoneração
O caso ganhou repercussão após Márcio Tércio anunciar sua exoneração da Secretaria de Agricultura e confirmar que foi o responsável por denunciar o prefeito às autoridades. De acordo com ele, a decisão foi tomada após conversar com a suposta vítima e obter a confirmação dos fatos relatados.
Agora, a expectativa está voltada para a sessão da próxima segunda-feira, quando os vereadores decidirão se a denúncia terá prosseguimento no Legislativo municipal.
ENTENDA O CASO
Ao MeioNews.com, Márcio Tércio afirmou que procurou as autoridades após tomar conhecimento das acusações envolvendo uma parente.
“Quando tive conhecimento, fui questionar e a vítima confirmou todo o fato. Em seguida, a gente fez a denúncia cerca de 8 a 10 dias antes da prisão do prefeito”, declarou.
O ex-secretário também afirmou que aguardava uma definição da Justiça antes de deixar o cargo e decidiu protocolar o pedido de cassação após o retorno do prefeito ao comando da administração municipal por meio de decisão liminar.
“Eu acho injusto. É um crime provado, fato real, e ele permanecer. Eu estou protocolando o pedido de cassação e vou ver a atitude dos representantes do poder legislativo e ver o compromisso que eles têm com o povo”, afirmou.
Após o protocolo do pedido, a Câmara Municipal confirmou que a denúncia será analisada pelos vereadores em sessão extraordinária.