- A defesa de Cícero Teles rebateu as acusações feitas por Luciana Oliveira em uma entrevista.
- O advogado Hartônio Bandeira afirmou que os "prints" não possuem validade jurídica sem um determinado procedimento.
- A defesa também negou reconhecer um áudio exibido pela reportagem, que conteria uma conversa entre 2024 e 2026.
- Luciana Oliveira relatou ter sofrido agressões e ameaças do ex-companheiro ao longo de 13 anos de relacionamento.
Após a repercussão da reportagem da TV Meio Norte, na qual Luciana Oliveira denuncia o ex-companheiro, Cícero Teles, por agressões, ameaças e até por supostamente encomendar sua morte, a defesa do acusado se manifestou. Em entrevista, o advogado Hartônio Bandeira, representante do suspeito, rebateu as informações.
Foi de extrema, é, gravidade essa fala que alguém, e aí se ela disse que alguém, com certeza o delegado vai chamar essa pessoa e já que foi trago a público, nós daremos assim esse esse material, quem é essa pessoa, quanto que ele ofereceu, que dia que ele ofereceu, para que se esclareça e amanhã não aconteça alguma coisa e se tenha um desdobramento infeliz desse caso.
O advogado afirmou que os “prints” não possuem validade jurídica sem um determinado procedimento. Além disso, alegou que Luciana simulou um documento de transferência bancária para a conta de Cícero.
Print não tem validade jurídica sem esse procedimento que eu lhe enviei. Então, quando eu questiono isso, eu não tô dizendo se aconteceu ou não aconteceu, até porque isso será discutido em uma possível audiência. O que eu estou dizendo é que ela de início simulava um documento e esse documento não era verdadeiro. Qual documento, Antônio? De transferência bancária para a conta do Cícero.
A defesa do suspeito também afirmou não reconhecer um áudio exibido pela reportagem, que conteria uma conversa entre 2024 e 2026, e disse que o material não passou por perícia.
*As mensagens exibidas na reportagem da TV Meio Norte já constavam no primeiro pedido de medida protetiva apresentado pela vítima em 2024. Fontes ouvidas pela reportagem asseguram que a voz no áudio é de Cícero.
“Eu não reconheço o áudio que ele trago uma conversa de 2024 a 2026, periciado que não se encontra esse áudio. O Cícero não está aqui hoje em respeito à medida protetiva. Ele não está falando com você assim como ela falou, porque ele tem uma medida protetiva para não se aproximar, para não se manifestar. Então, essa questão já está decidida. Agora, a questão de divisão dos bens não se dá dessa maneira. Se ela tem testemunhas, se ela tem provas, a justiça vai analisar.”
O advogado mencionou ainda que o desentendimento entre o casal, em fevereiro deste ano, ocorreu após Luciana supostamente simular transferências bancárias para a conta de Cícero. A defesa alega que cerca de R$ 21 mil teriam sido desviados.
Ele é preso, ela pede a medida depois da discussão por esses desvio que não é roubo ou furto, ele era casado com ela, mas foi má-fé e esse dinheiro era para arcar com os compromissos do casal. Ela pede a medida protetiva, ela provoca através do celular da filha e tá mandado para o senhor através de ata notarial e ele é preso.
o outro lado
Segundo Luciana, ela e o ex-companheiro mantinham uma empresa de perfuração de poços e passaram a disputar judicialmente a divisão de bens após o fim do relacionamento.
Os dois mantiveram um relacionamento por 13 anos. Ela relatou que já conseguiu duas medidas protetivas, uma em 2024, após agressões, e outra neste ano, devido a novas ameaças. Conforme Luciana, o ex-companheiro sempre demonstrou comportamento agressivo, com episódios de empurrões e socos ao longo dos anos.
A reportagem da TV Meio Norte teve acesso a fotos de ferimentos apresentados à Justiça e a mensagens atribuídas ao suspeito, incluindo frases como: “Mulher ruim tem que matar, pode mostrar para a polícia”.
A reportagem continuará acompanhando o caso.