- Gabriela Detrano, carioca, adotou Teresina como lar após casamento, buscando qualidade de vida e paz.
- Professora Silvio Henrique Barbosa deixou São Paulo para morar em Teresina, atraído pela paisagem e tranquilidade.
- Os dois destacam a qualidade de vida em Teresina, mas reconhecem a necessidade de melhorias no transporte público.
- Os moradores defendem a cidade, considerando-a sua segunda casa e participando ativamente da política local.
Teresina completou 174 anos neste mês de agosto. Ainda em clima de homenagem à cidade, o meionews trouxe histórias de pessoas de outros estados que adotaram a capital piauiense como sua e demonstram que os encantos da Mesopotâmia Brasileira conquistam até quem é de fora.
CIDADE ACOLHEDORA
A carioca Gabriela Detrano veio morar com o marido em Teresina ainda no início do casamento. O sogro já era natural do Piauí, por isso, o casal decidiu iniciar a vida no estado em busca de uma maior qualidade de vida.
A capital foi o local escolhido: “Eu queria um lugar mais calmo, porque, quando você casa, logo depois vêm os filhos e eu não queria criar meus filhos no meio da violência. O Rio é bonito para você curtir o cartão-postal, pra você chegar lá, tirar 10 dias de viagem, ir lá no Cristo Redentor de braços abertos, mas pra você viver, não é, entendeu? Não é legal”, afirmou.
A enfermeira afirmou que Teresina lhe trouxe paz: “O resultado disso é paz, qualidade de vida e tranquilidade. Aqui você tem qualidade de vida até no ar que você respira, entende? É totalmente diferente. Então, a memória afetiva que eu tenho daqui é a qualidade de vida que Teresina me proporcionou”, disse a carioca.
AQUI É BOM
Gabriela comentou que não gosta quando alguém fala mal da cidade e que a defende sempre que pode: “Eu não gosto que as pessoas falem negativamente daqui. Porque aqui é bom. Tanto que, quando eu converso com meus amigos do Rio, eu já falo logo: quando você puder, larga isso aí e vem pra cá”, compartilhou.
Para finalizar, ela destacou como é sua relação com a cidade: “A minha relação com Teresina é de carinho, de amor, de permanência”, disse.
A história de Gabriela se conecta com a do professor da Universidade Federal do Piauí, Silvio Henrique Barbosa, que também deixou a carreira em São Paulo para começar uma nova trajetória profissional em Teresina.
Eu vim conhecer Teresina por conta do concurso. Todas as outras capitais eu já conhecia, não é interessante pensar nisso? Eu conheci as outras porque são capitais com praia. Então, todas as capitais do Nordeste eu já conhecia por causa das praias. E Teresina, por ser no interior, eu nunca tinha vindo visitar, engraçado, compartilhou o educador.
Silvio conta que viver em Teresina é algo que o deixa realizado: “É uma relação, assim, de sonho realizado. Eu tinha uma imagem já na minha cabeça, sabe? Aquelas imagens que você cria. E eu tinha uma imagem criada na minha cabeça, assim, de que um dia eu moraria num lugar com uma vista bonita, com muito verde. E é a vista que eu tenho do meu apartamento, exatamente essa vista”, afirmou.
Apesar do carinho pela cidade, o professor admitiu que Teresina ainda tem muito que avançar.
“Acho que a cidade não melhorou de 2018 para cá. A questão do transporte público ainda é caótica. Não posso fazer nada de ônibus, porque a gente não tem linhas de ônibus fáceis aqui na cidade, e era uma coisa que eu fazia muito em São Paulo. Acho que isso é um problema para toda a população da cidade”, destacou.
‘COMPLETAMENTE TERESINENSE’
Quando questionado se considera Teresina sua segunda casa, o professor respondeu que é “completamente teresinense e piauiense”.
Eu voto para vereador em Teresina, para prefeito em Teresina. Voto para governador no estado do Piauí, deputados estaduais, deputados federais e senadores no Piauí. Então, consequentemente, todos os meus direitos de cidadão são realizados em Teresina e no Piauí. Eu sou claramente teresinense e piauiense, não tenho a menor dúvida disso, finalizou.