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Corpo de Jesus Garcia é exumado e investigação sobre morte é reforçada em Campo Maior

Inicialmente, a morte foi atribuída a um suposto infarto. Jesus Garcia foi encontrado sem vida em 29 de dezembro de 2025, enquanto trabalhava em uma fazenda na região do Pé da Serra.

Jesus Garcia de Sousa Santos | Foto: Reprodução
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Na manhã desta sexta-feira (20), a Polícia Civil do Piauí fez a exumação do corpo de Jesus Garcia de Sousa Santos, de 23 anos, no Cemitério São Francisco, em Campo Maior. Ao MeioNews, o delegado Hederson Bernardo afirmou que novas diligências serão realizadas a fim de esclarecer completamente a causa da morte do jovem.

Jesus Garcia foi encontrado sem vida em 29 de dezembro de 2025, enquanto trabalhava em uma fazenda na região do Pé da Serra. No dia 15 de janeiro de 2026, a Justiça autorizou a exumação do corpo após parecer favorável do Ministério Público do Piauí (MPPI) ao pedido da família. Inicialmente, a morte foi atribuída a um suposto infarto

Foram colhidas algumas partes do corpo e essas partes vão ser levadas para a perícia, algumas para o patologista, para que eles possam analisar se dá para identificar ainda, se dá para a gente definir realmente a causa-morte que veio a ocasionar esse falecimento. Esse prazo nós não podemos precisar ainda, porque é uma perícia mais complexa, mais demorada, são exames químicos e laboratoriais, mas a gente fica no aguardo dessa perícia, bem como a gente vai realizar algumas diligências para que a gente possa sanar por completo esse fato, e acabar de uma vez com essa dúvida, para saber se realmente foi uma morte natural ou se foi uma morte decorrente de algum incidente, imperícia, imprudência, algum homicídio culposo, que possa haver um responsável, disse o delegado Hederson Bernardo, titular do 1º Distrito Policial.

O QUE ACONTECEU?

No dia 29 de dezembro de 2025, Jesus foi encontrado morto nas proximidades de uma máquina de perfuração de poços e de fiação elétrica, em um ambiente considerado de alto risco. O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML), e a morte acabou sendo registrada como natural.

Após o sepultamento, familiares relataram que o corpo apresentava marcas nas mãos e nos pés, além de bolhas e escurecimento da pele, sinais que podem ser compatíveis com descarga elétrica. Essas informações foram incluídas no processo e reforçaram a suspeita de que a morte pode ter ocorrido por eletrocussão durante o trabalho. O Ministério Público analisou o caso e se manifestou favorável à exumação.

Durante a exumação, estiveram presentes médicos legistas, peritos, representantes do Ministério Público e um assistente técnico contratado pela família para acompanhar os procedimentos.

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