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Criminosos usavam imóveis de ocupação para esconder objetos de origem ilícita em Teresina

Ação da SSP-PI combate roubos e furtos na região e apaga pichações de facções criminosas

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  • Criminosos usavam casebres desocupados para esconder objetos ilícitos na Vila Samaritano, zona Leste de Teresina.
  • Operação Avalanche deflagrada pela SSP-PI reuniu Polícias Civil e Militar para combater criminalidade na região.
  • Foram cumpridos mais de 20 mandados de busca, incluindo áreas de Piçarreira e Parque Universitário.
  • Após investigação, foi apreendida arma de fogo e recuperados objetos de assaltos, além da prisão de Rogério Félix.
  • Polícia busca outros suspeitos e apaga pichações de facções, reafirmando que o território é do povo.
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Criminosos estariam utilizando casebres desocupados para esconder objetos de origem ilícita em uma ocupação na região da Vila Samaritano, na zona Leste de Teresina. O local foi alvo da operação Avalanche, deflagrada na manhã desta quinta-feira (5) pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio das Polícias Civil e Militar.

O principal objetivo da ação é reprimir a criminalidade, como roubos e furtos. Em entrevista à Rede Meio Norte, a delegada Amanda Bezerra, titular da  7ª Delegacia Seccional, informou que foram cumpridos mais de 20 mandados de busca na região, que engloba também as áreas da Piçarreira e do Parque Universitário.

O trabalho policial teve como objetivo desarticular um núcleo da organização criminosa, além de localizar objetos provenientes de crimes, armas de fogo, drogas e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

Segundo a delegada, suspeitos de roubos e furtos na zona Leste utilizavam a estrutura da ocupação para ocultar suas atividades.

“Desde quando assumimos aqui a 7ª Seccional Divisão 1, a equipe por completo começou a notar uma movimentação estranha dos criminosos que faziam crimes de rua, como roubos e furtos, e se utilizavam da invasão, sobretudo de casebres que estão abandonados, para esconder produtos de crime. Para não serem localizados nos seus endereços. Então, de posse dessas informações, a gente fez os pedidos, levantamentos necessários”, disse a delegada.

A investigação avançou após um roubo a uma residência, durante o qual as vítimas foram mantidas em cárcere privado, e a invasão de outro imóvel, de onde os criminosos chegaram a retirar o portão.

A delegada Amanda ressaltou ainda que os barracos usados pelos criminosos não eram aqueles habitados pelas famílias que residem na ocupação.

“Eles se servem de uma invasão, inclusive da vulnerabilidade dessas pessoas, para esconder produtos de crime. Infelizmente é uma realidade que a gente encontra na rua, as pessoas ainda têm muito medo, muito receio, porque são coagidas, por esses criminosos. Então, a nossa intenção é trazer a paz social, tá, para toda a região”, frisou.

Durante as buscas, os policiais localizaram e apreenderam uma arma de fogo municiada e pronta para uso, que, segundo a polícia, possivelmente era utilizada na prática de crimes violentos na região. Além disso, os policiais conseguiram recuperar uma televisão, aparelhos celulares, caixas de som e outros objetos que podem ter sido levados durante os assaltos.

A ação resultou na prisão de um homem que teria envolvimento com uma facção criminosa. Ele foi identificado como Rogério Félix Barros da Silva, conhecido como Lelê. Durante a abordagem, o suspeito teria resistido à prisão e agredido os agentes.

 “ Além dele, outras pessoas da família que também cometem crimes violentos aqui na região. Já são velhos conhecidos, na verdade”, explicou a delegada.

Rogério Félix./Foto: Arquivo

Um segundo suspeito conseguiu fugir no momento da abordagem, mas a polícia continua as buscas. Além das buscas e prisões, será realizado o apagamento de pichações com símbolos de facções criminosas.

“ A gente quer deixar claro que quem manda é o Estado, quem tem poder de mando é o Estado. Não é, facção não se cria, seja aqui, seja em qualquer lugar, o nosso trabalho é esse, né, é demar é tirar essas demarcações, porque não existe demarcação, tá? O território é do povo, a cidade é da população.

As investigações identificaram pelo menos seis pessoas suspeitas de participação nos crimes. A operação foi coordenada pela 7ª Delegacia Seccional de Polícia Civil e contou com o apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e da Polícia Militar.

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