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Decretada prisão preventiva de prestador de serviço suspeito de estupro na Delegacia-Geral

Vítima de estupro permanece em estado grave na UTI do HUT e advogada destaca as versões contraditórias do suspeito.

Delegacia-Geral do Piauí. | Foto: Gabriel Paulino/Secom
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O prestador de serviço terceirizado identificado pelas iniciais J. F. B. F. teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele é suspeito de estuprar uma mulher dentro de uma sala da sede da Delegacia-Geral, em Teresina, na tarde da última quinta-feira (19).

VERSÕES CONTRADITÓRIAS

No dia do ocorrido, ele foi encontrado dentro da sala em que estava a vítima, sendo conduzido para prestar esclarecimentos. No último sábado (21), o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, relatou que ele apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido.

As informações foram confrontadas com dados do hospital e relatos de outras servidoras, onde houve elementos indicativos de um crime de estupro. A vítima foi encontrada pelas equipes que estavam no local, desacordada e com sangramento, sendo socorrida pelo SAMU e encaminhada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Em entrevista à Rede Meio Norte, a advogada Nathalia Freitas, que atua na defesa da vítima, confirmou que a prisão em flagrante do suspeito foi convertida.

Ele permanece preso, foi convertida a prisão em flagrante por preventiva e o processo vai prosseguir. O crime inicialmente atribuído a ele neste momento ainda é o estupro. As investigações vão dizer se é isso, ou se teve mais algum crime que possa ser imputado a ele.

ESTADO DE SAÚDE DA VÍTIMA

A vítima permanece em estado grave na UTI do HUT, segundo sua advogada. Ela apresenta movimentos involuntários e grita por socorro. A defesa destacou que o crime ocorreu com violência, deixando lesões, e que a mulher aguarda transferência para um hospital particular.

Inclusive nós estamos tentando transferência dela pro hospital particular aqui da capital, pra poder dar melhores condições pra ela. Mas o estado de saúde dela no momento ainda é grave.

A advogada ainda ressaltou o pedido de socorro da vítima, como se ela estivesse revivendo o momento, e, segundo ela, a mulher chega a colocar a mão nas partes íntimas.

A filha está em estado abalado, em estado de nervos, ela chora o tempo inteiro, porque ela precisou ir visitar a mãe na UTI. [...] ela me relata que a mãe ainda grita por socorro, grita o tempo inteiro, ela disse que é constante a gritaria. Ela grita por socorro, ela pede para não fazer, como se ela ainda estivesse vivendo aquele momento.

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