A defesa do produtor Antônio Paulo Abreu e de seu irmão, Patrício, criticou a Uber por permitir que Adson Madeira de Carvalho atuasse na plataforma mesmo respondendo a processos criminais e utilizando tornozeleira eletrônica. O advogado informou ainda que vai solicitar uma indenização no valor de R$ 1 milhão.
A defesa dos irmãos, representada pelo advogado Franklin Siqueira, questionou o fato de a empresa não exigir antecedentes criminais dos motoristas que atuam na plataforma. O caso ocorreu na noite de domingo (12), quando, segundo a Polícia Civil e imagens de câmeras de monitoramento, Adson agrediu Patrício durante uma corrida e ainda atirou contra Antônio Paulo, que tentou defender o irmão.
Nós estamos buscando a Justiça Civil para reparar os danos morais e materiais. Paulo ficará um tempo sem poder trabalhar e, inclusive, em conversa com meus clientes, vamos procurar a Secretaria de Segurança para que haja maior rigor no acompanhamento da liberação de autorização para motoristas atuarem em plataformas como a Uber. No momento em que ele entrou em um carro por aplicativo para voltar para casa, esperava ter segurança, mas, infelizmente, aconteceu isso, disse o advogado.
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Pela manhã desta quarta-feira, a defesa de Adson compareceu à delegacia. De acordo com a Polícia Civil, ele possui histórico por roubo. Na segunda-feira (13), policiais foram até a residência dele, mas não o localizaram; no local, apreenderam o carro e um pé de maconha.
O absurdo da situação é que a Uber tem um motorista tornozelado, processado e suspeito de roubo em outros estados. É muito fácil hoje se tornar motorista por aplicativo [...] É necessário que a Segurança pressione tanto a Uber quanto a 99 para que, na hora de dar autorização a alguém para ser motorista, sejam exigidas certidões de antecedentes ou a realização de teste psicológico e psicotécnico, acrescentou o advogado das vítimas.
UBER SE MANIFESTA
O MeioNews entrou em contato com a Uber, que informou que “empresa está à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações”.
RELEMBRE O CASO
Segundo as vítimas, Patrício estava no carro de Adson e, ao chegar em casa, discutiu com o motorista e acabou sendo agredido. Ao perceber a situação, Antônio Paulo saiu da residência para confrontá-lo e foi baleado, no bairro São Pedro.
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O suspeito fugiu após o crime. Na segunda, apenas o carro dele foi apreendido e, até o momento, ele não foi localizado. As circunstâncias que deram origem à briga ainda estão sendo investigadas.
O objetivo é localizar o autor dessa tentativa de homicídio e efetuar a sua prisão. Durante a vistoria lá na sua residência, nossa equipe encontrou uma planta que suportamente pode ser um pé de maconha. Ele cultivava lá, provavelmente seja dele, disse o delegado Sérgio Alencar.
O MeioNews está aberto para ouvir o outro lado da ocorrência.