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Defesa da DF Group critica prisões e diz que empresa está impedida de pagar investidores

Os 11 investigados são suspeitos de atrair investidores com a promessa de rendimentos de até 10% ao mês.

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  • Defesa de Douglas Fonseca e 10 investigados afirma que DF Group está interditada judicialmente e não pode realizar movimentações financeiras.
  • Empresa suspeita de esquema de pirâmide financeira com promessa de rendimentos de até 10% ao mês, deixando centenas de clientes prejudicados.
  • Prisões na última sexta-feira em Teresina levaram à interdição da DF Group, que movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos.
  • Investigados incluem CEO e outros dez acusados, entre eles membros de igrejas que acreditavam nas promessas de rendimento.
  • Defesa reitera que prisões são desproporcionais e questiona legalidade, enquanto investigações seguem em segredo.
Mapa mental mostra Douglas Fonseca e os outros investigados | Foto: Arte / Saymon Lima / Portal Meio News
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A defesa de Douglas Fonseca, CEO da DF Group, e dos outros dez investigados por um suposto esquema de pirâmide financeira em Teresina, afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira (15), que a empresa está impedida de realizar qualquer atividade ou movimentação financeira por determinação judicial. Segundo os advogados, qualquer pagamento ou transação poderá configurar descumprimento da decisão da Justiça.

Os 11 investigados são suspeitos de atrair investidores com a promessa de rendimentos de até 10% ao mês. No entanto, os pagamentos deixaram de ser realizados, levando centenas de clientes a denunciar o caso. Até o momento, mais de 500 vítimas formalizaram denúncias à Polícia Civil e à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (SUDECON). Segundo as investigações, a DF Group movimentou cerca de R$ 100 milhões em apenas dois anos.

Douglas Fonseca | FOTO: Reprodução

Com as prisões na última sexta-feira em Teresina, foi determinado a interdição da DF Group.

Enquanto permanecerem essas restrições judiciais, não há viabilidade operacional ou jurídica para a reorganização das atividades da empresa, tampouco para a retomada de qualquer fluxo regular de pagamentos [...] A defesa reitera sua convicção de que as prisões efetuadas são desproporcionais e juridicamente questionáveis, razão pela qual sua legalidade já está sendo discutida no Poder Judiciário, diz um trecho da nota.

PRISÕES

Tharsio Moura Soares de Gusmão segue foragido. Estão presos:

  • Douglas Fonseca Araújo (CEO)
  • Ícaro Teixeira de Sousa
  • Milena Alves Torres
  • Viviane Alves da Silva
  • Eduardo Lima de Sousa
  • Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu
  • Janda Maira de Sousa Silva
  • Caio Guilherme Campelo
  • Caio Fonseca Araújo
  • Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo
  • Lucas Soares Coutinho

Presos da DF Group | FOTO: Saymon Lima

VÍTIMAS ERAM CRENTES

Entre os denunciantes estão fiéis e membros de igrejas da capital, que afirmam ter investido dinheiro acreditando nas promessas. Uma das vítimas revelou que, entre os investigados, está um homem que seria pastor e que, segundo ela, utilizava a confiança dos fiéis para convencê-los a investir no esquema.

Tinha que investir nesse aí, nesse conhecimento, sobre entender sobre investimento e que o melhor investimento seria esse e foi aquela lavagem cerebral. A tropa todinha que fez investimento, essa galera nossa que fez o investimento, que era congregados, alguns já saíram, alguns se decepcionaram, saíram fora, como eu também saí fora, decepcionado com todos esses esses acontecimentos, disse uma vítima. 

O delagado Matheus Zanatta afirmou que durante a apuração, a polícia constatou que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro.

NOTA À IMPRENSA CASO "DF TRADER"

"A defesa técnica do DF GROUP e dos investigados esclarece que, em razão das medidas cautelares atualmente em vigor (dentre elas a prisão temporária; o bloqueio de contas e ativos financeiros; a suspensão das atividades da empresa; e a apreensão de documentos e equipamentos), a empresa encontra-se impossibilitada de desenvolver suas atividades e de realizar pagamentos ou qualquer movimentação financeira, sob pena de descumprimento de ordem judicial.

Enquanto permanecerem essas restrições judiciais, não há viabilidade operacional ou jurídica para a reorganização das atividades da empresa, tampouco para a retomada de qualquer fluxo regular de pagamentos.

A defesa esclarece, ainda, que os "consultores"/parceiros não detêm poder de gestão, administração financeira ou disponibilidade sobre os recursos atualmente atingidos pelas medidas judiciais, razão pela qual também foram diretamente impactados pelas medidas impostas.

Lamentamos e repudiamos os relatos de ameaças e constrangimentos dirigidos a consultores, parceiros e familiares, reiterando que essas pessoas não possuem qualquer controle sobre os ativos e recursos atualmente indisponíveis por determinação judicial. Eventuais condutas que extrapolem os limites da legalidade já estão sendo apuradas, com a adoção das providências necessárias para a responsabilização criminal dos respectivos autores.

A defesa reitera sua convicção de que as prisões efetuadas são desproporcionais e juridicamente questionáveis, razão pela qual sua legalidade já está sendo discutida no Poder Judiciário. Paralelamente, seguimos atuando para buscar a revisão das demais cautelares impostas, por compreender que a retomada das atividades empresariais constitui passo indispensável para a reconstrução da capacidade operacional e financeira da empresa. Restabelecidas as atividades, a DF TRADER iniciará o processo de contato com todos os investidores para negociar e regularizar as pendências eventualmente existentes da melhor forma jurídica e operacional possível.

Por fim, informamos que toda e qualquer manifestação oficial relacionada ao caso será prestada exclusivamente pelos advogados constituídos pela empresa e pelos investigados, preservando a regularidade das investigações e evitando a circulação de informações imprecisas. Os inquéritos tramitam em sigilo, razão pela qual terceiros não possuem acesso ao conteúdo dos autos nem às informações necessárias para prestar esclarecimentos públicos com segurança e fidelidade aos fatos".

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