A defesa do sargento Avelar dos Reis Mota, conhecido como sargento Mota, informou que irá apresentar dois recursos contra a decisão que determinou sua expulsão da Polícia Militar do Piauí. A medida foi assinada na segunda-feira (23) e ainda precisa da homologação do governador do Estado para ser oficialmente efetivada.
Nós temos dois recursos, vamos usar os dois: reconsideração de ato, é um deles. Mas, esperamos que o comandante veja, foi uma decisão colegiada bem fundamentada, e o comandante numa decisão monocrática não pode ir de encontro a uma decisão colegiada que foi muito bem fundamentada, vamos entrar com uma reconsideração de ato, disse o doutor Otoniel Bisneto na tarde desta quarta-feira (25) ao MeioNews.
O QUE ACONTECEU?
De acordo com o Ministério Público do Piauí, no dia 15 de fevereiro de 2023, Mota e outro PM estavam em serviço e foram a uma residência na zona Sul de Teresina. Segundo o processo, Mota entrou na casa, sem autorização, sem mandado judicial e com uma chave falsa, e furtou um perfume. Ao sair, tentou danificar a câmera de segurança. Como não conseguiu, teria cortado os fios de energia.
Conforme o MP, em julho de 2023, outra viatura foi até o local. A vítima contou que um policial encapuzado atirou contra a câmera de segurança, destruindo o equipamento. Em outubro de 2025, Mota foi condenado a mais de quatro anos de prisão pelo crime e passou a cumprir a pena em regime semiaberto.
O PM que o acompanhava no dia do crime afirmou que viu o sargento entrar na casa sem mandado judicial, conforme o MP.
DEFESA ALEGA PERSEGUIÇÃO
A defesa do PM afirma que o que está ocorrendo se trata de uma “perseguição pessoal ao sargento Mota”.
Nós deixamos claro que nada que foi encontrado ao Mota pode tornar-se verdadeiro. As imagens não foram periciadas. Não há reconhecimento facial e nada impede que ali seja a famosa deep fake, estamos bem tranquilos. Eu espero que o comandante tenha bom senso e vá. Há uma perseguição pessoal ao sargento Mota, disse Otoniel Bisneto.