- Enfermeira da Maternidade Dona Evangelina Rosa nega envolvimento em tentativa de sequestro de recém-nascido.
- Defesa afirma que profissional colaborou com protocolos de segurança e compareceu à delegacia para esclarecimentos.
- Imagem da enfermeira foi divulgada em reportagens, levando a associação indevida ao crime.
- Advogada afirma que investigação oficial deve comprovar ausência de participação da profissional no caso.
- Boletim de ocorrência foi registrado após acusações de terceiros que foram reproduzidas por veículos de comunicação.
A defesa da enfermeira supervisora da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão negou que ela tenha qualquer envolvimento na tentativa de sequestro de um recém-nascido registrada na unidade hospitalar nessa segunda-feira (06).
Segundo a defesa, a profissional exercia normalmente suas funções no momento da ocorrência e colaborou com a adoção dos protocolos internos de segurança e com as medidas adotadas para conter a situação.
Ainda através da nota, a advogada Tamires Silva Rodrigues afirma que a imagem da enfermeira passou a ser divulgada em reportagens sobre o caso, o que, segundo a defesa, levou parte do público a associá-la indevidamente ao crime investigado.
De acordo com a nota, Ingrid compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos e tem colaborado integralmente com as investigações conduzidas pelas autoridades competentes. A defesa informa ainda que foi registrado boletim de ocorrência após acusações feitas por terceiros que, posteriormente, teriam sido reproduzidas por veículos de comunicação.
Os advogados sustentam que a investigação oficial deverá comprovar a inexistência de qualquer participação da enfermeira nos fatos apurados e reforçam que ela permanece à disposição das autoridades.
Até o momento, as investigações sobre a tentativa de retirada irregular do recém-nascido seguem em andamento.
O caso
Na tarde dessa segunda-feira (6), uma suposta tentativa de sequestro de uma recém-nascida ocorreu dentro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. Segundo os parentes, uma mulher teria se apresentado como enfermeira e se aproximado oferecendo ajuda.
A tia da bebê, Daniela Marcos, contou que a família é de Castelo do Piauí e chegou a Teresina no último sábado, quando a criança nasceu. Segundo ela, uma mulher vestida com roupas semelhantes às de uma profissional de enfermagem teria abordado os familiares.
De acordo com o relato, a mulher afirmou que poderia ajudar no atendimento e, posteriormente, teria pegado a bebê dizendo que iria realizar o teste do pezinho, procedimento comum em recém-nascidos.
Nota da defesa
A defesa da Sra. Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão, enfermeira supervisora da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, vem a público esclarecer que a profissional não possui qualquer participação na tentativa de retirada irregular de um recém-nascido ocorrida na unidade hospitalar no dia 06 de julho de 2026.
No momento da ocorrência, Ingrid encontrava-se no exercício regular de suas funções, atuando como profissional de enfermagem da unidade e colaborando com a adoção dos protocolos internos de segurança e com as providências destinadas à contenção da situação.
Apesar disso, sua imagem foi divulgada em reportagens sobre o caso de forma capaz de induzir o público à equivocada compreensão de que teria participado da prática criminosa, o que não corresponde à realidade.
Os fatos estão sendo regularmente apurados pelas autoridades competentes, e a própria Sra. Ingrid compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia para prestar todos os esclarecimentos solicitados, reafirmando sua total colaboração com as investigações. Conforme boletim de ocorrência por ela registrado, sua imagem passou a ser indevidamente associada ao crime após acusações formuladas por terceiros e posteriormente reproduzidas pelos veículos de comunicação.
A defesa confia que a apuração oficial esclarecerá integralmente os acontecimentos e demonstrará a ausência de qualquer envolvimento da profissional na prática investigada.
Diante disso, solicita-se que a presente nota seja divulgada com o mesmo destaque conferido à reportagem anteriormente publicada, em respeito ao dever de informação, ao direito de resposta e aos direitos da personalidade da Sra. Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão.
Tamires Silva Rodrigues
Advogada – OAB/PI nº 17.114