- Delegado Matheus Zanatta revela que apenas quem comercializa medicamentos ilegais responde por crime contra a saúde pública.
- Proprietária de clínica em Teresina foi autuada por comercializar canetas para emagrecimento sem autorização.
- Operação de busca e apreensão confirmou denúncias anônimas sobre venda ilegal de medicamentos.
- Investigações continuam em Piauí, com cooperação entre órgãos de segurança e operações em São Raimundo Nonato.
O delegado Matheus Zanatta, da Polícia Civil, revelou se os clientes que adquiriram medicamentos para emagrecimento comercializado de forma irregular pela proprietária de uma clínica alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (4) podem ser penalizados.
As pessoas que fazem o uso dessas canetas sem fazer a comercialização elas não respondem por nenhum crime. Só responde quem faz a comercialização dessas canetas que irá responder pelo crime de saúde pública com pena altíssima de 10 a 15 anos, disse o delegado.
O material apreendido estava em posse da proprietária de uma clínica de estética em Teresina. “Tudo leva a crer que ela usava a clínica para fazer a comercialização. Ela é acadêmica de um curso da área de saúde e foi autuada pelo crime contra a saúde pública”, disse Zanatta.
Ainda segundo Zanatta, a corporação tomou conhecimento das vendas ilegais a partir de denúncias.
Várias denúncias anônimas que chegavam pelos canais da Polícia. Tivemos indícios da veracidade dessas denúncias e hoje no cumprimento da busca e apreensão nós confirmamos as denúncias citadas, afirmou.
Ele também reitera que houve uma cooperação mútua entre as forças de segurança e também citou que os casos de venda de medicamento ilegal no Piauí continuam sendo investigados.
Tivermos informações com as forças de segurança, não só da Polícia Civil, mas com outros órgãos. Tivemos também uma operação em São Raimundo Nonato que foi alvo uma moça que fazia a comercialização deste tipo de produto e as investigações avançam para coibir esse crime contra a saúde pública, finalizou.