O deputado estadual Dr. Gil Carlos (PT) defendeu o nome do secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, para o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A declaração, feita nesta quarta-feira (7) no perfil do parlamentar na rede social X (antigo Twitter), ocorre após o ministro Ricardo Lewandowski avisar que deve deixar a pasta ainda este ano.
O QUE ELE DISSE
Na publicação, o deputado Gil Carlos afirmou os resultados da política de segurança pública adotada no Piauí elencam Chico Lucas como um bom substituto.
"Neste momento, enquanto Lewandowisk pede para sair do cargo - deixo claro aqui que desconheço as razões, ao tempo que manifesto meu respeito à sua autoridade, Chico Lucas apresenta os bons resultados alcançados na segurança pública do governo Rafael Fonteles. Não seria ousado e muito menos inapropriado sugerir o nome do Chico Lucas para substituir", escreveu.
Chico Lucas está à frente da Secretaria de Segurança Pública do Piauí desde janeiro de 2023, no início da gestão do governador Rafael Fonteles (PT). Advogado, ele assumiu o cargo com a proposta de ampliar o combate ao crime organizado, fortalecer a integração entre as forças de segurança e investir no uso de tecnologia.
Entre as principais iniciativas da atual gestão está o programa Meu Celular de Volta, voltado à recuperação de aparelhos roubados e furtados. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, mais de 13 mil celulares foram recuperados e devolvidos aos proprietários desde o início do governo.
PROGRAMA COM AMPLIAÇÃO NACIONAL
A política adotada no Piauí ganhou repercussão nacional e serviu de base para a criação do Protocolo Nacional de Recuperação de Celulares, implementado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O modelo utiliza ferramentas tecnológicas para cruzamento de dados e identificação de aparelhos com registro de roubo ou furto.
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do governo federal sobre mudanças no comando do Ministério da Justiça. A manifestação do deputado representa um posicionamento político individual e não configura indicação formal.