O Piauí alcançou um resultado histórico no combate ao desmatamento. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apontam que o estado registrou uma redução de 59,6% na supressão vegetal no bioma Cerrado no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. É a maior queda entre todos os estados que integram o bioma, consolidando o Piauí como referência nacional na preservação ambiental.
De acordo com o sistema Deter, utilizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a área desmatada caiu de 336,69 km² para 136,13 km². Na prática, isso significa que mais de 200 km² deixaram de ser devastados, o equivalente a cerca de 20 mil hectares de vegetação nativa preservada em apenas três meses.
O resultado é fruto de uma estratégia contínua de monitoramento e fiscalização desenvolvida pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), com apoio do Centro de Geotecnologias Ambientais e Gestão Florestal (CGEO). O trabalho envolve o cruzamento de dados de diferentes plataformas de alerta, permitindo respostas rápidas e direcionadas nas áreas mais críticas.
O analista em geoprocessamento Marco Aurélio Lira reforça que a tecnologia tem papel decisivo nesse processo. “A gente compila alertas de sistemas como o Prodes e o MapBiomas, cruzando informações para identificar focos de desmatamento com mais precisão. Isso permite uma atuação mais eficiente das equipes e fortalece o combate às práticas ilegais”, explicou.
Com o desempenho registrado no início do ano, o Piauí não apenas reduz a pressão sobre o Cerrado, um dos biomas mais ameaçados do país, como também demonstra que políticas públicas bem estruturadas, aliadas à tecnologia e à presença em campo, podem gerar resultados concretos na proteção ambiental.