O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa investiga se o assassinato de Tedinaldo Pereira Cavalcante, ocorrido na noite de segunda-feira (6), no bairro Dirceu II, zona Sudeste de Teresina, teve relação com o tráfico de drogas ou com mudanças recentes de bairro feitas pela vítima.
O homem foi morto a tiros e, segundo o 8º Batalhão da Polícia Militar do Piauí, utilizava tornozeleira eletrônica no momento do crime. A perícia identificou que ele foi atingido por cerca de oito a nove disparos.
De acordo com o delegado Bruno Ursulino, a vítima havia saído recentemente do sistema prisional.
“O que a gente sabe é que ele esteve preso há pouco tempo e se encontrava em liberdade. Acredita-se que ele tenha progredido no regime de cumprimento de pena, tendo em vista que utilizava tornozeleira eletrônica. Também se sabe que ele possui histórico no tráfico de drogas, além de outros delitos”, disse.
Investigação
Imagens que circulam mostram o momento em que um suspeito se aproxima e efetua os tiros. A vítima ainda tenta fugir, mas cai cerca de 50 metros após ser atingida.
As equipes apuram se o crime tem ligação com conflitos na área onde ele foi executado ou com mudanças de endereço.
“A investigação busca verificar se havia alguma rixa específica contra ele ou se o crime pode estar relacionado às mudanças de endereço recentes”, explicou o delegado.
Na região da Vila Sudeste, onde a vítima também já residiu, a atuação de grupos criminosos rivais é considerada um fator relevante na apuração.
Há Suspeitos?
Para o delegado, a dinâmica do crime indica uma ação rápida e violenta. Embora a premeditação não esteja confirmada, os indícios apontam que os autores estavam preparados para o ataque.
“As pessoas que encontraram com ele estavam preparadas para tirar a vida de alguém e não dar nenhuma chance de defesa”, disse.
A investigação segue em fase inicial e não descarta hipóteses como rixa ou dívidas relacionadas ao tráfico. Informações mais detalhadas, incluindo imagens de câmeras, ainda estão sendo preservadas.
Até o momento, não há confirmação sobre o número de envolvidos, mas a suspeita é de que pelo menos duas pessoas tenham participado da ação.