Celebrado anualmente em 13 de fevereiro, o Dia Mundial do Rádio reconhece a relevância de um meio que atravessou gerações, reinventou formatos e segue essencial na rotina da população. Em tempos de plataformas digitais, streaming e podcasts, o rádio não apenas resiste: amplia presença, consolida audiência e reafirma sua função social, especialmente em situações de emergência, na prestação de serviço e na promoção cultural.
No Grupo Meio Norte de Comunicação (GMNC), essa força se traduz em números expressivos, diversidade de programação e investimento contínuo em tecnologia e expansão.
Credibilidade que atravessa gerações
Para o diretor de Rádios e Expansão do Grupo Meio Norte, Daiton Meireles, o rádio permanece como um dos veículos de maior confiança do público.
“O rádio continua muito forte. Todas as vezes que o mercado faz pesquisas para identificar qual é o veículo de maior credibilidade e acessibilidade para a população, o rádio aparece. Varia muito, mas entre 50% e 70% das pessoas ouvem rádio e acreditam na informação que ele transmite.”
Segundo o gestor, a transformação digital alterou profundamente os processos internos, mas preservou o compromisso com a veracidade. Ele explica que a produção, antes mais lenta e dependente de grandes equipes, tornou-se mais ágil com o apoio de novas ferramentas.
“Hoje, com a chegada das novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial em seus vários âmbitos, a produção de notícias se tornou mais rápida e precisa. Claro que ainda precisamos do material humano para checar as informações”, disse.
A velocidade também redefiniu o ciclo das notícias. Conforme Daiton, a atualização constante exige dinamismo e preparo das equipes.
“Até a década de 1990 e início dos anos 2000, uma notícia tinha uma duração média de 25 a 30 minutos até surgir outra atualização completa. Hoje, a vida útil de uma notícia no rádio é de 30 segundos a um minuto.”
Nesse cenário, a participação popular ganhou protagonismo. O envio de áudios, fotos e informações em tempo real fortalece o caráter colaborativo do veículo, sobretudo em coberturas de chuvas, ocorrências urbanas e trânsito.
“Temos dois fatores importantes: a participação popular, que faz as pessoas se sentirem parte do rádio, e o fato noticioso. Isso gera credibilidade e cria uma teia de informação ao redor da emissora”, finalizou.
Meio Norte FM e o alcance regional
Com quase 60% de audiência durante o dia, a Rádio Meio Norte FM figura entre as maiores audiências proporcionais do país. A segunda colocada no ranking oscila entre 18% e 20%.
Além do desempenho expressivo, a potência de transmissão é um diferencial estratégico: o sinal alcança um raio de 200 quilômetros a partir de Teresina, por meio de um transmissor com capacidade singular no Norte e Nordeste. A rede ainda se estende por Piauí, Ceará, Maranhão e Tocantins, por meio de 20 afiliadas.
O locutor Rogério Ribeiro atribui essa liderança à identidade construída com o público.
“O que consolida a Meio Norte FM é a forma como ela trabalha. Trabalhamos com sucessos e com sucessos populares, diretamente com a massa, com o público das classes A, B, C e D, principalmente as camadas da base da pirâmide, onde está concentrada a maior audiência da Rádio Meio Norte: o público C e D”, ressaltou.
Ele ressalta que a linguagem regional é um elemento central dessa conexão.
“Usamos muito a nossa linguagem nordestina, a linguagem popular. Isso traduz um contato maior, uma troca recíproca com o ouvinte. Ele se sente representado através dos locutores.”
Personagens como Zé Pinguelo reforçam essa identificação cotidiana com bairros, comunidades e cidades do interior, fazendo uma comunicação direta e culturalmente próxima.
Boa FM, a juventude e integração digital
Com 12% de audiência e programação integralmente voltada ao público jovem, a Boa FM se destaca pela linguagem ágil e pela presença firme nas redes sociais.
O locutor Wellington Benário enfatiza que a essência permanece mesmo com as mudanças tecnológicas.
“O rádio sempre foi sobre conexão e companhia. A tecnologia muda, o formato evolui, mas a essência permanece: voz, emoção e proximidade”, disse.
Segundo ele, adaptar a linguagem exige sintonia com o universo digital. A integração entre rádio, e redes sociais fortalece essa experiência multiplataforma e amplia o engajamento.
“Adaptar a linguagem sem perder essa essência passa por usar uma comunicação mais dinâmica, direta e conectada ao universo digital. Hoje em dia, o ouvinte também é seguidor, comentarista e produtor de conteúdo.”
Cocais FM e a identidade musical
Voltada a um público adulto que gosta de clássicos internacionais e boa música, a Cocais FM aposta em clássicos internacionais e curadoria musical refinada. A proposta amplia o alcance do grupo ao oferecer uma programação leve e elegante.
A locutora Márcia Brito relembra que sua trajetória começou de forma inesperada.
“O rádio surgiu na minha vida quando eu não tinha nenhuma pretensão de trabalhar na área. Foi à primeira vista. Quando cheguei à rádio e vi aquele estúdio, fiquei apaixonada. Foi a partir daquele momento que percebi que era aquilo que eu queria fazer”, contou.
Com quase duas décadas de experiência, a profissional destaca a acessibilidade como um dos maiores atributos do meio.
“Acho que é um meio de comunicação muito acessível para as pessoas, seja no celular ou no carro. Com o passar do tempo e com a tecnologia, o rádio só foi se aperfeiçoando.”
Rádio Jornal e a informação como serviço essencial
Com 80% da programação dedicada ao jornalismo, a Rádio Jornal Meio Norte cumpre papel estratégico na cobertura regional. O veiculo reúne conteúdos produzidos pela TV Meio Norte e pelo Portal MeioNews, formando um pacote informativo integrado.
A proposta é oferecer contextualização, análise e atualização constante em áreas como política, segurança, esporte e fatos do cotidiano, mantendo compromisso com a precisão e a confiança do público.
A interatividade é um dos pilares das programações. Para o jornalista e apresentador do programa Banca de Sapateiro, Ari Carvalho, essa união entre os jornalistas e ouvintes é uma vantagem, justamente pela capacidade de diálogo instantâneo.
“O que mais me motiva a continuar no rádio é que ele permite a maior interação entre o público e o apresentador. A pessoa manda um áudio e, segundos depois, posso colocá-lo no ar", destacou.
Ele observa que a rapidez supera, muitas vezes, outros formatos de comunicação.
“Se estou no ar e o ouvinte manda uma mensagem, sobre um acidente, uma chuva ou qualquer informação, posso colocar no ar em questão de segundos. Não preciso digitar, editar texto, colocar foto ou legenda”, disse.
Ao mesmo tempo, Ari destaca a responsabilidade editorial necessária diante da participação ampliada.
“Acredito que precisa haver filtro, conduzido pelo apresentador, sempre levando em consideração a lei e o bom senso.”
Um meio indispensável
Ao celebrar o Dia Mundial do Rádio, o Grupo Meio Norte mostra o protagonismo de um veículo que se adapta às transformações tecnológicas sem abrir mão de sua essência: informar com rapidez, entreter com qualidade e servir à comunidade.
Seja nas ondas tradicionais, no celular ou nas plataformas digitais, o rádio permanece como companhia diária, canal de utilidade pública e espaço de expressão coletiva, uma voz que atravessa fronteiras e segue indispensável.