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Do rock cristão ao internacional: músicos mostram como o gênero resiste no Nordeste - “Ser roqueiro é um estilo de vida”

Músicos de Teresina (PI) e Timon (MA) falam sobre a importância do rock, os desafios da cena e o legado do gênero. - “Ser roqueiro é um estilo de vida”

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“Ser roqueiro é um estilo de vida”

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Em Teresina, o líder da banda JS Rocks, Joselam Santana, também de 41 anos, define o rock como uma filosofia de vida.

Segundo ele, o primeiro contato com o gênero aconteceu ainda na infância, influenciado pelo pai, admirador da Jovem Guarda.

"Aprendi a ter senso crítico, valorizar as pessoas ao meu redor e enxergar além do óbvio. Ser roqueiro é um estilo de vida."

Para Joselam, a importância do Dia Mundial do Rock está na capacidade que o gênero teve de romper barreiras culturais e influenciar mudanças sociais ao longo da história.

"O rock uniu pessoas independentemente de raça, promoveu a liberdade de expressão e inspirou movimentos sociais e políticos em todo o mundo."

Apesar desse legado, ele acredita que o gênero perdeu parte da influência que exercia sobre a sociedade.

Segundo o músico, o excesso de informação e o consumo rápido de conteúdo mudaram a forma como as pessoas se relacionam com a música.

"Hoje somos escravos do entretenimento. Vale mais o meme. Tudo virou piada."

Sobre a cena do rock em Teresina, Joselam afirma que existe talento, mas pouca produção autoral.

"Há muitos músicos e bandas, mas fazer música custa caro e não oferece retorno imediato. Por isso, muitos acabam reproduzindo o passado em vez de criar algo novo."

Na opinião dele, o maior desafio do rock atualmente é recuperar justamente uma de suas principais características: a atitude.

"O rock nunca precisou depender de algo externo. Influenciou movimentos sociais, enfrentou ditaduras, protestou contra guerras e mobilizou ações humanitárias. Hoje nossos movimentos estão tímidos. Estamos mais sendo influenciados do que influenciando."

Assim como Daniel, Joselam também relata ter enfrentado preconceitos.

"Quando usava cabelo comprido, fui associado às drogas, ao satanismo e ao ateísmo, mesmo sendo cristão. Ainda existe preconceito com quem faz rock e fala o que pensa."

Para os novos músicos, ele deixa um conselho:

"Conheçam a história do rock e sintam orgulho do que foi construído. Mas também estejam abertos ao novo, porque é isso que manterá o rock vivo."

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