- Dupla invadiu residência em Teresina durante madrugada, roubando motocicleta, bicicleta e documentos.
- Família dormia quando criminosos arrombaram portão e levaram pertences por cerca de 30 minutos.
- Cachorro da família não reagiu durante invasão, deixando moradores sem perceber a ação.
- Um dos suspeitos usava tornozeleira desativada, segundo informações de boletim de ocorrência.
- Família pede reforço no patrulhamento noturno após sentir-se vulnerável e amedrontada.
Uma dupla invadiu uma residência enquanto uma família dormia, na madrugada desta quinta-feira (8), no bairro Poti Velho, zona Norte de Teresina. Segundo a proprietária, os criminosos permaneceram cerca de 28 a 30 minutos dentro da casa, arrombaram o portão e saíram levando uma motocicleta, uma bicicleta, documentos, cartões, dinheiro e outros pertences. A família só percebeu o crime por volta das 4h40 às 5h, ao encontrar objetos espalhados pela residência.
Criminosos entraram enquanto família dormia
Imagens das câmeras de segurança mostram a movimentação dos suspeitos dentro do imóvel. De acordo com a proprietária, os homens conseguiram entrar na residência e passaram a recolher os objetos enquanto ela, o marido e o filho, de 21 anos, dormiam.
“De acordo com as filmagens que a gente conseguiu coletar, esses bandidos ficaram dentro da minha residência durante uns 28 a 30 minutos. Eles abriram, arrebentaram o nosso portão e entraram e tomaram de conta da casa.”
A família não percebeu a presença dos criminosos durante a ação. A proprietária contou que o quarto onde estava com o marido permaneceu trancado.
Segundo ela, os suspeitos levaram uma motocicleta, uma bicicleta, carteira com documentos e dinheiro, cartões de crédito e dois relógios.
Suspeitos testaram chaves para sair com os objetos
Após acordar, a família encontrou diversas chaves espalhadas pela casa. Conforme a proprietária, os criminosos teriam testado diferentes chaves até encontrar uma capaz de abrir o cadeado do portão.
“Eles estavam testando várias, várias chaves, até que encontraram uma das chaves que conseguiram abrir o cadeado. E abriram o portão, que é de correr, e saíram com a moto, bicicleta e os pertences que eles puderam levar.”
As imagens mostram ainda que os suspeitos saíram da residência individualmente, carregando os objetos roubados.
Cachorro não acordou durante invasão
A proprietária também contou que o cachorro da família, que costuma latir quando percebe a presença de estranhos, não reagiu durante a invasão.
“Ela sempre late, sempre sente, cachorro sente a presença de estranhos, e ela não fez nenhum tipo de, não latiu, não fez nada. E eu acredito, com certeza foi Deus, porque se ela tivesse latido a gente teria acordado.”
A família acredita que o silêncio do animal contribuiu para que os moradores não percebessem a movimentação dos criminosos.
Um dos suspeitos usava tornozeleira
Segundo informações repassadas à família durante o registro dos boletins de ocorrência, um dos envolvidos seria monitorado por tornozeleira eletrônica.
A proprietária afirmou que foi informada de que o equipamento estaria desativado e descarregado.
“Mas meu esposo já foi registrar os boletins de ocorrência e lá foi informado que a tornozeleira está desativada. Está desativada, está descarregada, foi o que foi repassado.”
O caso deverá ser investigado pelas autoridades para identificar os responsáveis e localizar os objetos levados da residência.
Família pede reforço no patrulhamento
Apesar de ninguém ter ficado ferido, a proprietária relatou que a invasão deixou a família com sensação de insegurança e vulnerabilidade.
“Então, só em olhar as imagens, a gente já fica amedrontado, nervoso. E eu agradeço só a gratidão a Deus por a gente não ter acordado. E muito vulnerável a gente ficou.”
Ela também pediu maior presença do policiamento nas ruas durante a madrugada.
“Mediante a situação dessa a gente não vai ficar calado, olhando para as pessoas, calado e tudo. Mas assim, dizer, pedir encarecidamente a segurança, que passem mais nas ruas, fazendo essa vistoria, que deixa a gente mais seguro.”
A proprietária afirmou ainda que o principal impacto do crime não está apenas na perda dos bens, mas no medo causado pela possibilidade de a família ter acordado durante a invasão.
“Apesar de não ter acontecido nada com a gente, graças a Deus, mas quando você imagina que poderia ter acontecido algo com o filho seu, que está dormindo e chega esse tipo de gente fazendo isso, é muito doloroso, é muito preocupante, é simplesmente entristecedor.”