A filha da paciente que se envolveu em uma confusão com um médico no Hospital Municipal da Primavera, na zona Norte de Teresina, afirmou que a mãe foi humilhada e agredida durante o atendimento. Segundo ela, o ortopedista teria aplicado um “mata-leão” após uma discussão dentro do consultório.
Em relato à equipe do MeioNews, a jovem que não quis ser identificada, contou que a mãe tinha consulta marcada e levou um exame de ressonância do joelho, mas o médico teria se recusado a analisá-lo por considerá-lo incompleto. Durante o atendimento, segundo ela, a paciente tentou explicar a situação, mas acabou sendo destratada.
“Ele estava tentando desprezar ela, tentando humilhar ela… disse que não aceitava o exame e ficou falando coisas que deixaram ela constrangida”, afirmou.
Ainda de acordo com a filha, a paciente chegou a se alterar diante da situação, mas nega qualquer agressão contra o médico. “Em nenhum momento ela foi pra cima dele ou agrediu, mas ele deu uma gravata no pescoço dela”, disse.
A jovem também alegou que a mãe ficou com marcas no pescoço, enquanto o médico não apresentaria sinais aparentes de agressão.
“Eles estão tentando colocar a culpa nela, mas a agressão que aconteceu foi da parte dele”, completou.
Relembre o caso
A confusão aconteceu na tarde desta quinta-feira (19), dentro do Hospital Municipal da Primavera. O médico Benício Sérgio, da Fundação Municipal de Saúde, foi conduzido à Central de Flagrantes como suspeito após a paciente registrar queixa por agressão. Ela apresentou marcas no pescoço ao denunciar o caso.
Por outro lado, a defesa do médico sustenta que ele foi o verdadeiro agredido. Segundo o próprio profissional, a paciente teria se exaltado após ser informada de que o exame não poderia ser avaliado sem as imagens completas.
Ele afirma que foi atacado com objetos dentro do consultório. “Ela me agrediu física e verbalmente… eu apanhei dela mais de dez minutos”, declarou. O médico também relatou ter sido atingido por cadeira, mesa e outros objetos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Exames de corpo de delito, análise de imagens de câmeras e depoimentos devem ajudar a esclarecer o que aconteceu.