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“Ele vai fazer com outra criança”, diz mãe de menina que foi aliciada por homem em Teresina

Berto Viana Lima, de 32 anos, foi recapturado no bairro Angelim após seguir a criança mesmo com medida protetiva.

Berto Viana Lima, de 32 anos, suspeito de aliciar criança. | Foto: Reprodução
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“Ele vai fazer com outra criança”. Em lágrimas, a mãe de uma estudante de 11 anos relatou os momentos de medo e tensão após a filha ser perseguida e aliciada por um homem em uma escola localizada no bairro Angelim, na zona Sul de Teresina. Segundo ela, o caso ocorreu em 27 de novembro de 2025 e, mesmo com medida protetiva, o homem teria continuado a seguir a vítima.

Durante entrevista à Rede Meio Norte, a mãe da criança, que preferiu não se identificar, contou que, no dia em questão, o suspeito teria segurado a menina pelo braço e tentado levá-la para outro local, dizendo que iria mostrar algo e lhe dar um presente. A criança conseguiu se desvencilhar e saiu correndo para casa.

Quando ela chegou aqui em casa eu não entendia o que ela falava. Até que ela se acalmou e me explicou. Eu chamei a Polícia Militar. Aconteceu a abordagem dele, ele foi pego. A gente foi pra central e para a Casa da Mulher Brasileira, e fizeram todo o procedimento lá. Ela ficou sem ir pra escola.

Mesmo após ele ser detido em flagrante e haver medida protetiva que o impede de se aproximar da menina, a mãe relatou que o homem teria voltado a circular próximo à residência da família, o que tem gerado medo e sensação de intimidação.

O foco dele era minha filha. Ela chegava e dizia que ele estava de novo: ‘Mãe, eu vi. Mãe ele fica, ele caminha’. [...] E ele ele realmente ele conseguiu, se ele queria intimidar ele conseguiu. Porque eu não saio. Eu não mando a ***** lá no comércio. Então muitos pai, muitas mães sabem o que está acontecendo. Mas não querem ir.

Ao avistar o suspeito na última quarta-feira (4), ela acionou novamente a polícia. Posteriormente, foi realizado um cerco policial e ele foi capturado na quinta-feira (5). Trata-se de Berto Viana Lima, de 32 anos. Ele ainda tentou fugir e invadiu uma residência.

Eu posso estar sendo criticada como eu fui no dia. Me chamaram de louco e não precisava tudo isso. Mas é a minha filha, então pra mim por ela eu eu faço qualquer coisa. Eu não tenho conversa.

Conforme ela, outros pais relataram situações semelhantes envolvendo Berto, mas que, por receio ou medo, não o denunciam.

Eu não entendo porque que a justiça num tem muitos pais, tantos homens dentro desse bairro, ninguém. Ninguém tomou providência se não querem tocar neles. A polícia, gente. Vamos se reunir, vamos lá que com tanta gente ir lá, não é possível que isso não fique preso.

Ele vai fazer com outra criança. [...] Então, eu vejo mães relatando, eu vejo mães que estão vendendo até filhos, eu digo meu Deus, isso não pode estar acontecendo, mas pela minha, não, pela minha eu nem vou até o fim do mundo.

Ainda à reportagem, uma outra mãe de uma criança, que também preferiu não informar sua identidade, relatou:

Pessoas já passaram por esse momento, né? E tem amigos, tem vizinhos que já passaram por esse momento. Só que aí o medo... e aí não fazem a denúncia e nem levam o caso à polícia. Tenho testemunha e ele já mexeu, já falou com ela, já fez brincadeiras maldosas, e as crianças ficam assustadas.

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