- Empresária piauiense sofre assalto em São Paulo e perde R$ 150 mil em prejuízo.
- Crime ocorreu na região da Concórdia, durante descida de viaduto em São Paulo.
- Assaltante quebrou vidro do carro e roubou celular da vítima, que ficou ferida.
- Boletim de ocorrência registra seis transações que totalizam R$ 41.089.
- Vítima relata que criminosos acessaram contas bancárias e levaram todo o dinheiro.
A empresária piauiense Maria Clara, de 26 anos, do ramo de confecções, relata ter sofrido um prejuízo de cerca de R$ 150 mil após ser assaltada enquanto fazia compras para abastecer as três lojas que mantém em Teresina. O crime aconteceu na tarde de terça-feira (29), na região central de São Paulo (SP).
Segundo Maria Clara, ela estava em um carro alugado com o namorado após passar pelo Brás e pela região da 25 de Março. Na volta, quando deixavam a região da Concórdia, o casal parou em um semáforo na descida de um viaduto. Em poucos segundos, um homem que estava a pé quebrou o vidro do veículo e roubou o celular da empresária.
Celular foi roubado durante assalto
Maria Clara viajou para São Paulo no domingo (27) para realizar as compras destinadas às lojas. Na segunda-feira (28), ela e o namorado alugaram um carro e foram ao Brás. No dia seguinte, retornaram à região e também passaram pela 25 de Março.
“Domingo eu viajei para São Paulo para fazer compras para as minhas lojas. Pela manhã de segunda-feira, alugamos um carro e fomos para o hotel. Depois fomos ao Brás, fizemos compras e voltamos para o hotel. No dia seguinte, fomos novamente para o Brás e para a 25 de Março. Eu estava com meu namorado, e ele foi fazer as entregas das outras mercadorias no hotel. Depois pedi para ele me buscar na 25 de Março”, relatou.
De acordo com a empresária, o veículo estava carregado com mercadorias que seriam entregues a uma transportadora. Após buscar outros produtos, o casal passou pela região da Concórdia, onde ocorreu o assalto.
“Na volta, já estávamos com o carro cheio de mercadoria para deixar na transportadora. Depois voltamos novamente para pegar outras mercadorias. Quando saímos da Concórdia, na descida do viaduto, tem um sinal. Ficamos cerca de cinco segundos parados. Uma pessoa bateu no vidro do carro, quebrou e tomou o meu celular. Ele estava a pé”, contou.
Maria Clara ficou ferida pelos estilhaços de vidro. Logo após o crime, ela tentou bloquear o acesso às contas bancárias das empresas.
Empresária tentou bloquear contas
Como a mãe estava em Teresina, Maria Clara pediu ajuda para que ela entrasse em contato com as instituições financeiras. Enquanto isso, a empresária tentou recuperar o chip do celular roubado.
“Fiquei cheia de estilhaços de vidro. Entrou vidro em partes do meu corpo. Estacionamos o carro e eu já fui logo ligando para minha mãe para bloquear as contas das lojas, porque ela estava em Teresina. Ela entrou em contato com o banco, foi até uma agência, e eu tentando localizar o celular. Não lembrava a senha, foi um desespero, não sabia o que fazer. Aí pegamos o carro e fomos à loja da operadora tentar resgatar o chip e colocar nos bancos do celular do meu namorado”, relatou.
Segundo a empresária, enquanto eles se dirigiam à loja da operadora, ela recebeu informações de que o celular roubado estava sendo utilizado para realizar movimentações financeiras.
“Quando a gente estava a caminho (da loja), me ligaram dizendo que estavam usando meu cartão para fazer compras com valores altíssimos, e não conseguimos bloquear a tempo. Quando finalmente consegui acessar minhas contas, eles já tinham retirado todo o meu dinheiro. Não foi apenas o meu celular que levaram, gente, levaram todo o meu dinheiro. Como eu vou pagar minhas contas e meus funcionários? Tenho aluguel, parcela do carro e tantas outras despesas para pagar”, disse.
Transferências somam R$ 41 mil
No boletim de ocorrência registrado no 30º Distrito Policial, no Tatuapé, constam seis transações que, somadas, chegam a R$ 41.089. Os pagamentos foram destinados a pessoas e empresas diferentes.
Entre as transferências descritas no documento estão uma de R$ 8.900, outra de R$ 5 mil, uma de R$ 4.700, uma de R$ 9.889, outra de R$ 10 mil e uma de R$ 2.600.
O valor registrado no boletim de ocorrência corresponde às seis transações descritas no documento. Já o prejuízo de aproximadamente R$ 150 mil foi relatado pela própria empresária e, segundo ela, envolve outras movimentações e valores relacionados às contas bancárias.
Vítima relata prejuízo de R$ 150 mil
Em uma publicação nas redes sociais, Maria Clara afirmou que o prejuízo teria sido maior do que o valor registrado no boletim de ocorrência. Segundo o relato publicado por ela no Instagram, os criminosos teriam acessado outras contas bancárias vinculadas ao celular, incluindo uma conta de sua mãe.
A empresária também afirmou que valores relacionados às operações de suas lojas teriam sido movimentados depois que o aparelho foi roubado.
“Levaram o celular aberto com tudo, já levaram todo meu dinheiro de todos os bancos”, relatou a vítima em uma publicação.