- Engenheiro eletricista Heitor Gonçalves Santana foi preso em São Paulo por golpes no Piauí.
- Acusado de receber pagamentos por instalação de energia solar sem realizar os serviços.
- Vítima idosa de 88 anos perdeu R$ 25 mil após contratar o engenheiro para usina fotovoltaica.
- Investigação revelou 30 boletins de ocorrência e nove inquéritos contra Heitor Gonçalves.
- Após prisão, ele foi colocado à disposição da Justiça e residia em São Paulo.
O engenheiro eletricista Heitor Gonçalves Santana foi preso nesta quarta-feira (12), em São Paulo, acusado de aplicar golpes no Piauí. Segundo a Polícia Civil, ele firmava contratos para instalação de sistemas de energia solar, recebia os pagamentos, mas não realizava os serviços nem devolvia os valores aos clientes.
Conforme a Polícia Civil do Piauí, uma das vítimas é um idoso de 88 anos, que teve um prejuízo de R$ 25 mil após contratar Heitor para instalar uma usina fotovoltaica. Ao todo, segundo as investigações, o engenheiro causou um prejuízo superior a R$ 100 mil às vítimas, que chega a 30.
Mesmo após o pagamento do idoso, o material não foi entregue e a instalação não foi realizada. Ao tentar localizar o engenheiro, a vítima descobriu que o escritório mantido por ele, HGS Engenharia e Consultoria, havia sido fechado e que Heitor não estava mais em Teresina.
Em outro caso, uma mulher perdeu cerca de R$ 14 mil. Segundo a polícia, Heitor informou à vítima que a instalação das placas solares seria concluída em até 15 dias. O prazo terminou sem que o serviço fosse realizado e sem a devolução do dinheiro.
PRISÃO
Durante as investigações, a Polícia Civil do Piauí identificou mais de 30 boletins de ocorrência e nove inquéritos policiais registrados contra Heitor Gonçalves. A apuração, conduzida pelo delegado seccional Adalberto Paulo de Castro Júnior, resultou na expedição de um mandado de prisão e de um mandado de busca domiciliar, ambos cumpridos em São Paulo.
Heitor foi preso nesta quarta-feira (12) durante uma ação da Polícia Civil de São Paulo. Atualmente, ele cursa doutorado no Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e residia na capital paulista. Após a prisão, o engenheiro foi colocado à disposição da Justiça.