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Envenenamentos, prisão de vereadora, morte de Niède Guidon e mais: acontecimentos que marcaram o ano no Piauí - Prisão de Tatiana Medeiros

Envenenamentos, prisão de Tatiana Medeiros e mais: os acontecimentos que marcaram o ano no Piauí - Prisão de Tatiana Medeiros

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Prisão de Tatiana Medeiros

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A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) foi presa em 3 de abril, durante a Operação Escudo Eleitoral, deflagrada pela Polícia Federal. A prisão preventiva havia sido determinada pela Justiça Eleitoral no dia 23 de março. Segundo a PF, Tatiana é apontada como líder de um esquema de corrupção eleitoral com participação de uma facção criminosa com atuação no Piauí.

De acordo com a investigação, a campanha que elegeu a vereadora para a Câmara Municipal de Teresina, em outubro de 2024, teria sido financiada com recursos ilegais. Por causa das acusações, a Justiça determinou o afastamento dela do mandato. O suplente Leônidas Júnior (PSB) assumiu a vaga após o prazo regimental de 60 dias.

Enquanto esteve presa no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, Tatiana passou mal e precisou ser internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e no Hospital da Polícia Militar. Em 3 de junho, a Justiça autorizou que ela cumprisse prisão domiciliar por motivos de saúde, com medidas cautelares.

Em 10 de outubro, Tatiana foi solta após decisão liminar do Tribunal de Justiça do Piauí, que anulou um relatório financeiro usado como prova no processo, por ter sido obtido sem autorização judicial. Três dias depois, porém, o Tribunal Regional Eleitoral decidiu manter a prisão domiciliar e o afastamento do cargo. A corte entendeu que o retorno da vereadora à Câmara poderia favorecer a destruição de provas e a retomada da influência do crime organizado no Legislativo municipal.

Tatiana Medeiros responde por crimes como organização criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral, peculato e lavagem de dinheiro. Além dela, outras oito pessoas são rés no processo, entre elas o ex-companheiro Alandilson Cardoso, acusado de integrar a facção que teria financiado a campanha.

Concluída a fase de diligências, que ocorreram em novembro, o processo seguirá para as alegações finais, quando acusação e defesa apresentam seus últimos argumentos antes da decisão judicial. A data da sentença ainda não foi definida.

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