- Motorista de aplicativo foi esfaqueado no aeroporto de Teresina em uma confusão com um taxista.
- Ataque ocorreu na madrugada do último sábado (23) e deixou o motorista traumatizado emocionalmente.
- Motorista afirmou que discussões entre aplicativos e taxistas são comuns no aeroporto desde há mais de cinco anos.
- Caso segue sendo investigado pelas autoridades responsáveis.
O motorista de aplicativo esfaqueado durante uma confusão no aeroporto de Teresina, na madrugada do último sábado (23), afirmou estar “traumatizado emocionalmente” após o ataque sofrido no local. Em entrevista exclusiva ao programa Ronda, da Rede Meio Norte, a vítima detalhou os momentos de tensão vividos após ser atingida por golpes de faca durante um desentendimento com um taxista. Segundo ele, o caso ocorreu em meio a uma antiga disputa entre motoristas de aplicativo e taxistas que atuam no terminal aeroportuário da capital.
Motorista relata discussão e ataque
Durante a entrevista, o trabalhador contou que já existia uma rivalidade entre os dois grupos no aeroporto. Segundo ele, discussões e xingamentos já haviam ocorrido anteriormente devido à atuação dos motoristas de aplicativo na área.
“Já há um certo tempo essa discórdia entre nós, motoristas de aplicativo e os taxistas do aeroporto”, relatou. O motorista afirmou que, no dia da ocorrência, houve apenas uma discussão verbal. “Eu discuti com esse rapaz verbalmente, não ameacei de morte ele de maneira alguma”, disse.
Ainda segundo a vítima, o suspeito teria saído do carro armado com uma faca e partido para o ataque de forma repentina. “Foi um susto que eu tomei quando me espantei com aquela faca cravada no meu peito”, declarou.
“Estou traumatizado”, afirma vítima
O motorista também desabafou sobre as consequências do ataque em sua vida pessoal e profissional. Emocionado, ele afirmou que está sem condições de trabalhar e teme sair de casa após o ocorrido.
“Estou traumatizado emocionalmente, que eu não posso sair de casa, que eu tenho medo que alguém faça alguma coisa comigo”, afirmou.
Ele também citou dificuldades financeiras e a preocupação com a família. “Moro de aluguel, tenho carro para pagar, minha mãe doente para cuidar”, disse.
Segundo a vítima, os médicos informaram que a faca ficou alojada na região da clavícula e só não atingiu órgãos vitais porque bateu no osso. “Só não me matou porque bateu no osso a faca”, relatou.
Disputa entre taxistas e aplicativos
Na entrevista, o motorista afirmou que trabalha há mais de cinco anos no aeroporto e negou qualquer irregularidade na atuação dele e dos colegas. Segundo ele, todos possuem cadastro nas plataformas de transporte e documentação regularizada.
“Todos nós temos as plataformas de aplicativo, somos legalizados, tanto na documentação quanto na documentação do carro”, declarou.
Ele também criticou a falta de organização no aeroporto e cobrou medidas do poder público para evitar novos conflitos. “Todo aeroporto grande tem espaço para Uber e espaço para taxista. Só porque aqui não tem?”, questionou.
Caso segue repercutindo
O caso ganhou grande repercussão após a divulgação das imagens e do relato da vítima. O motorista afirmou que espera que o episódio sirva de alerta para evitar novas situações de violência envolvendo profissionais do transporte.
“Eu sou a prova viva de que isso não pode acontecer de novo”, declarou durante a entrevista.
Até o momento, o caso segue sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis.