A Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) afastou, nesta quinta-feira (26), o estudante denunciado por importunação sexual dentro da instituição. O caso ganhou repercussão após a denúncia feita por uma estudante de Medicina, na última terça-feira (24). O suspeito foi afastado por um período de 20 dias.
A UFDPar levou em considerção a “necessidade de resguardar a ordem, a segurança e a normalidade das atividades acadêmicas e administrativas no âmbito da Universidade” e a “a recomendação da Comissão Permanente de Convivência Discente – CPCD, quanto à adoção de medidas cautelares, inclusive afastamento temporário e regime domiciliar” para o afastamento do estudante.
A medida possui natureza estritamente cautelar e preventiva, não implicando antecipação de juízo de mérito quanto aos fatos em apuração, tampouco qualquer prejuízo à regular instauração, instrução e julgamento do competente processo administrativo disciplinar, diz o trecho da Portaria assinada pelo vice-reitor da universidade, Vicente Borges.
O QUE ACONTECEU?
Na terça-feira, estudantes denunciaram casos de importunação sexual dentro do campus da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), em Parnaíba (PI). Relatos apontam que o aluno, de iniciais J. P. C. M., estaria abordando e exibindo as partes íntimas em banheiros da instituição.
De acordo com informações do Diretório Central de Estudantes (DCE), pelo menos oito acadêmicos do curso de Medicina relataram esse tipo de situação.
Com a denúncia das vítimas, a UFDPar reagiu de forma imediata, determinando a atuação dos setores responsáveis. A instituição informou que a apuração está sendo conduzida com base em protocolos internos de prevenção e enfrentamento ao assédio, que orientam uma atuação integrada, rápida e rigorosa.
O Centro Acadêmico de Medicina também se manifestou publicamente, classificando os episódios como inaceitáveis e incompatíveis com o ambiente universitário. A entidade destacou que o espaço acadêmico deve ser voltado à formação e convivência respeitosa, e que situações de assédio comprometem não apenas a segurança dos estudantes, mas também os princípios éticos da formação profissional.