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Estudantes denunciam importunação sexual em campus da UFDPa e gestão aciona protocolo

Os relatos apontam que um aluno estaria abordando colegas e exibindo as partes íntimas em banheiros masculinos da instituição, o que gerou preocupação entre a comunidade acadêmica

As denúncias vieram à tona após o retorno das aulas e passaram a circular entre estudantes | Foto: Reprodução/Tribuna de Parnaíba
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Estudantes da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), em Parnaíba, denunciaram casos de importunação sexual dentro do campus. Os relatos apontam que um aluno estaria abordando colegas e exibindo as partes íntimas em banheiros masculinos da instituição, o que gerou preocupação entre a comunidade acadêmica.

As denúncias vieram à tona após o retorno das aulas e passaram a circular entre estudantes, principalmente do curso de Medicina. Entidades estudantis relataram que episódios desse tipo não seriam recentes, mas voltaram a ganhar força nas últimas semanas, provocando mobilização e cobranças por medidas mais firmes por parte da universidade.

O QUE DIZ A UNIVERSIDADE?

Em nota, a UFDPar afirmou que tomou conhecimento dos fatos ainda na manhã desta terça-feira (24) e que reagiu de forma imediata, determinando a atuação dos setores responsáveis. A instituição informou que a apuração está sendo conduzida com base em protocolos internos de prevenção e enfrentamento ao assédio, que orientam uma atuação integrada, rápida e rigorosa.

Segundo a universidade, foram mobilizados diferentes setores, como a Ouvidoria, a Comissão Permanente de Convivência Discente, a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação e a coordenação do curso envolvido. Entre as medidas adotadas estão o acolhimento e acompanhamento do estudante que presenciou a situação, a abertura de procedimento para apuração detalhada dos fatos e a tentativa de identificação do suspeito.

A instituição também destacou que todos os registros formais estão sendo feitos e que medidas administrativas poderão ser aplicadas, sem prejuízo de eventuais responsabilizações na esfera penal. A UFDPar reforçou ainda que práticas como importunação e assédio sexual são consideradas violações graves dos princípios institucionais e não serão toleradas.

No posicionamento, a universidade enfatizou o compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, íntegro e respeitoso, afirmando que não haverá omissão diante de situações dessa natureza e que os casos serão tratados com base no Código de Ética, regimento interno e legislação vigente.

C.a também se pronunciou

O Centro Acadêmico de Medicina também se manifestou publicamente, classificando os episódios como inaceitáveis e incompatíveis com o ambiente universitário. A entidade destacou que o espaço acadêmico deve ser voltado à formação e convivência respeitosa, e que situações de assédio comprometem não apenas a segurança dos estudantes, mas também os princípios éticos da formação profissional.

Os estudantes reforçaram a importância de que as denúncias sejam investigadas com seriedade e que haja garantia de proteção às possíveis vítimas. Até o momento, a universidade segue apurando o caso.

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