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Ex-piloto do Globocop morto em assalto em SP marcou história com reportagens na TV Meio Norte

Dato de Oliveira participou de coberturas aéreas no Piauí e ajudou em ações sociais realizadas pelo Grupo Meio Norte

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O piloto de helicóptero Odailton de Oliveira Silva, conhecido nacionalmente como Dato de Oliveira, morreu após ser baleado durante uma tentativa de assalto na tarde desta terça-feira (19), na zona oeste de São Paulo. Aos 77 anos, o comandante tinha uma trajetória marcada por grandes coberturas aéreas no jornalismo brasileiro e também deixou sua história registrada no Piauí, onde atuou em reportagens especiais e ações sociais ao lado da equipe da TV Meio Norte e do jornal Meio Norte no fim dos anos 1990.

Segundo informações da polícia, Dato conduzia um veículo pela Avenida do Rio Pequeno quando foi abordado por um criminoso em uma motocicleta. Durante a ação, o suspeito anunciou o assalto e efetuou um disparo na cabeça da vítima antes de fugir. O piloto foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado em estado gravíssimo ao Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pelo 51º Distrito Policial como latrocínio, roubo seguido de morte.

Dato de Oliveira fez coberturas aéreas para a Tv Meio Norte - Foto: Arquivo

Passagem marcante pelo Piauí

A morte do piloto gerou forte comoção entre jornalistas, amigos e profissionais da aviação. Em artigo publicado na coluna Opinião do Portal Meio News, o jornalista André Pessoa relembrou a parceria construída com Dato durante reportagens realizadas no interior do Piauí.

O comandante participou de coberturas aéreas em regiões como a Serra da Capivara, Serra das Confusões, Delta do Parnaíba, além de cidades como Picos, Oeiras, Guaribas e São Raimundo Nonato. Ao lado do repórter Marcelo Rocha, da TV Meio Norte, Dato ajudou a registrar imagens que apresentaram ao país áreas ainda pouco conhecidas do estado.

“Sob a pilotagem segura e corajosa do comandante Dato, singramos os céus para levar mantimentos às áreas mais vulneráveis do semiárido”, escreveu André Pessoa.

Dato de Oliveira fez coberturas aéreas para a Tv Meio Norte - Foto: Arquivo

Helicóptero levou esperança durante seca no sertão

Além das reportagens, Dato também participou de campanhas sociais organizadas pelo Grupo Meio Norte para ajudar famílias atingidas pela seca no semiárido piauiense. Segundo André Pessoa, o piloto pousava em áreas de difícil acesso para levar alimentos e apoio às comunidades isoladas.

“Para o comandante Dato, não havia tempo ruim nem pista impossível; ele pousava nos lugares mais inusitados e arriscados”, relembrou.

Um dos episódios citados aconteceu em Guaribas, cidade que anos depois ganharia projeção nacional por conta do programa Fome Zero. O pouso do helicóptero em um campo de terra virou um momento marcante para moradores e crianças da região.

Dato de Oliveira em São Raimundo Nonato em cobertura pela Tv Meio Norte - Foto: Arquivo

Referência na aviação brasileira

Com quase cinco décadas de atuação, Dato de Oliveira ficou conhecido nacionalmente pelas coberturas aéreas em emissoras de televisão, especialmente pilotando o Globocop. Ele também participou de operações policiais, transmissões históricas e até do filme “VIPs”, estrelado por Wagner Moura.

O piloto ainda lançou o livro autobiográfico “Voar é a Segunda Melhor Coisa do Mundo”, em que contou histórias da carreira e experiências vividas nos céus do Brasil. Em 2002, ganhou repercussão nacional após ser sequestrado por criminosos e obrigado a pilotar um helicóptero durante uma fuga de detentos em Guarulhos.

Dato de Oliveira morreu baleado em assalto em São Paulo - Foto: Reprodução

Amigos e jornalistas lamentam morte

A morte de Dato provocou homenagens nas redes sociais e na televisão. A jornalista Zelda Mello lamentou a violência que tirou a vida do piloto.

“Pensa numa pessoa do bem e sempre disposta. O piloto que fez proezas no helicóptero, sobreviveu às tantas horas de voo pra ir embora pela violência!”, escreveu.

A apresentadora Sabina Simonato também se emocionou ao comentar o caso ao vivo.

“Dato sempre foi uma pessoa disposta, alegre, amigável; foi embora pela violência”, afirmou.

A polícia segue realizando buscas para identificar e prender o autor do crime.

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