- Dois homens foram presos em Teresina e Timon por desvio de valores de maquininhas de cartão.
- Lucas, representante comercial, abriu conta em nome de vítimas e movimentava valores sem seu conhecimento.
- Uma vítima teve prejuízo de R$ 30 mil após perceber que valores não chegavam à sua conta.
- Lucas tinha acesso a informações privilegiadas e já possuía histórico de investigações por estelionato.
- Comparsa de Lucas foi preso em Teresina e ajudava no esquema de desvio de recursos.
Dois homens foram presos na manhã desta quinta-feira (29), durante uma operação em Teresina (PI) e Timon (MA), suspeitos de aplicar um golpe envolvendo o desvio de valores de maquininhas de cartão. Um dos investigados, identificado apenas como Lucas, era representante comercial da empresa responsável pelo equipamento. Uma das vítimas teve prejuízo de R$ 30 mil.
COMO OCORRIA O ESQUEMA?
A ação foi realizada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Diretoria de Inteligência. Em entrevista ao MeioNorte.com, o delegado Humberto Marcola destacou que Lucas, em sua função na empresa, tinha facilidade para cometer o crime. A autoridade explicou como funcionava o esquema:
Ele como representante, ele tinha alguma facilidade em relação à empresa. Então, quando a vítima pediu para obter uma maquininha, ele simplesmente abriu a conta em nome da vítima, sem ela saber. E ele movimentava essa conta sem a vítima saber também. Todos os valores que eram passados na maquininha ao pela vítima, ao invés de para a conta da vítima, era para a conta dele, que foi preso hoje, afirmou.
Uma das vítimas desconfiou da falta dos repasses, já que os valores das vendas não estavam chegando em sua conta. Ao averiguar a situação, a pessoa descobriu o crime.
Exatamente, ele como funcionário, ele conseguia ter informações privilegiadas, inclusive de mudança de titularidade, de abertura de conta, que acabou levando ao cometimento desse crime, ressaltou o delegado.
Lucas foi localizado em Timon. O delegado apontou que o investigado já realizava essa prática há algum tempo e que ele já possui histórico policial, com passagens anteriores por investigações de estelionato.
A polícia não ia deixa isso de fora. Entrou no radar da Polícia Civil, na DRCC, nós fazemos a investigação e chegamos até essa pessoa, finalizou.
Já o comparsa de Lucas foi preso em Teresina. Segundo o delegado, ele ajudava na atuação do suspeito, entregando os nomes e facilitando o golpe para ele.