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Filha de Dona Marlene, criadora da Bomba, faz campanha para tratamento da mãe

Família busca apoio para custear medicamentos, fraldas e outros cuidados necessários para Dona Marlene

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  • Maria José Benites relata dificuldades para cuidar da mãe, Dona Marlene, em Portugal, após agravamento da saúde da idosa.
  • Dona Marlene, de 93 anos, sofre com complicações renais desde 2024, incluindo pedras e infecções urinárias recorrentes.
  • Família iniciou campanha para arrecadar recursos com o objetivo de custear tratamentos e cuidados da idosa.
  • Maria José não consegue trabalhar por dedicar tempo integral aos cuidados da mãe, que vive em Fátima, Portugal.
  • Retorno ao Brasil foi considerado, mas enfrenta barreiras financeiras e condições de saúde da idosa.
Dona Marlene Ferreira, de 93 anos, ao lado da filha, Maria José Benites. | Foto: Reprodução
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Em entrevista ao programa Notícias do Dia, da Rádio Jornal, nesta sexta-feira (18), Maria José Benites, filha de Dona Marlene Ferreira, criadora da bomba, salgado típico de Teresina, relatou as dificuldades enfrentadas para cuidar da mãe. Diante do agravamento do estado de saúde da idosa e dos custos com os cuidados, a família iniciou uma campanha para arrecadar recursos destinados ao tratamento e às necessidades de Dona Marlene.

Durante conversa com a jornalista Cinthia Lages, Maria José explicou que não consegue trabalhar porque é responsável pelos cuidados da mãe em tempo integral. Segundo ela, o estado de saúde de Dona Marlene, de 93 anos, que vive atualmente com a família em Fátima, em Portugal, se agravou desde 2024, após complicações relacionadas aos rins.

A rotina de minha mãe mudou bastante desde 2024. Ela teve um problema agravado de saúde. Ela tem só um rim. Ela fez três raios laser e atrofiou o rim esquerdo. Há muito tempo, aí mesmo no Piauí, ela sempre foi uma pessoa que produziu muitas pedras de ácido úrico, explicou Maria José.

A filha contou que, quando era adolescente, acompanhou a mãe em uma cirurgia realizada em Fortaleza para a retirada de pedras nos rins. Após o procedimento, Dona Marlene passou a viver com apenas um rim.

Ela passou a viver só com um rim. E ele cresceu de tamanho, tem um cisto em cima e, dentro, tem uma pedra que se chama coraliforme, do tamanho do rim inteiro. Essa pedra é porosa e a urina passa, e ela pode, então, viver com mais tranquilidade, relatou.

Segundo Maria José, em 2024, pedras ficaram presas nos ureteres, causando uma grave complicação. Dona Marlene precisou ser internada e permaneceu cerca de um mês no hospital.

Minha mãe passou muito mal, foi para o hospital, passou um mês realmente muito grave. Foi muito difícil. Não esperávamos que ela conseguisse se recuperar, mas Deus é muito bom, maravilhoso, e abençoou ela, e ela conseguiu, afirmou.

Após a internação, Dona Marlene voltou para casa com uma nefrostomia, procedimento que utiliza um tubo para permitir a saída da urina diretamente do rim. De acordo com Maria José, a família recebeu atendimento domiciliar oferecido pelo sistema público de saúde português.

Posteriormente, a nefrostomia foi retirada e foram colocadas sondas nos dois ureteres. Segundo a filha, desde então, Dona Marlene passou a apresentar infecções urinárias recorrentes.

Minha mãe vem tendo infecções urinárias recorrentes devido a um corpo estranho que tem dentro dela, que é a sonda, contou.

Maria José também relatou que a mãe foi colonizada por uma bactéria resistente, o que, segundo ela, contribui para as infecções urinárias frequentes e episódios de desorientação.

Minha mãe fica desorientada. Minha mãe troca o dia pela noite. Cansei de ficar 30 horas com minha mãe acordada, eu sofrendo do lado por estar muito cansada e debilitada. E minha mãe, então, com a idade que tem, sofrendo, debilitando mais ainda por causa disso, disse.

Cuidados são constantes

A filha contou ainda que precisa levar a mãe à urgência com frequência. Como a família vive em Fátima, onde não há hospital, é necessário percorrer cerca de 40 quilômetros até o atendimento médico.

É urgência o tempo todo. Todo mês tem que levar à urgência. São 40 quilômetros para ir e voltar daqui. Fátima não tem hospital, somente um posto de saúde, onde nós temos nossa médica de família, que é quem emite a carta para podermos levar para a urgência, explicou.

Maria José também relatou os gastos com medicamentos, fraldas e equipamentos necessários para os cuidados diários da mãe.

Minha mãe precisa de tratamentos, de remédios que são caros, precisa de muitas fraldas, precisa de todos aqueles bens que a gente sabe que o idoso debilitado, que não anda mais, que não levanta mais, precisa: um cadeirão, para poder ela sentar, para poder ela estar entre nós. É muito difícil. Ela escorrega muito da cadeira por causa da demência, contou.

Retorno ao Brasil

Questionada sobre a possibilidade de retornar ao Brasil para ficar mais próxima da família e contar com maior apoio nos cuidados com Dona Marlene, Maria José afirmou que a família já considerou a possibilidade, mas enfrenta dificuldades financeiras e relacionadas à saúde da idosa.

Sim, nós pensamos, sim, na possibilidade de volta, mas, infelizmente, se tornou uma opção inviável para nós, porque, quando saímos daí, vendemos a nossa casa, vendemos o que tínhamos, vendemos tudo aqui, afirmou.

Segundo ela, a família não teria atualmente uma residência para onde voltar nem condições de arcar com os custos de um plano de saúde para Dona Marlene.

Não temos recursos para voltar, não temos casa para morar. A minha mãe não vai ter um plano de saúde, porque uma idosa dessa idade, que vive em hospital o tempo todo, precisa de algum recurso que possa... E a idade dela não dispõe. Até a viagem mesmo, a idade dela e a condição de saúde, declarou.

Maria José explicou ainda que uma viagem de longa distância seria difícil devido às condições de saúde da mãe e poderia depender de autorização médica.

Como ajudar?

A família iniciou uma campanha para arrecadar recursos destinados aos cuidados e ao tratamento de Dona Marlene, de 93 anos. Segundo o texto divulgado pela família, Maria José não consegue trabalhar porque atua como cuidadora da mãe em tempo integral.

Campanha (Foto: Reprodução/ divulgação)

Chave Pix: marlenetfb@gmail.com

Nome: Marlene Tereza Ferreira Benites

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