SEÇÕES

Florada dos ipês no Cânion do Rio Poti impulsiona turismo em santuário arqueológico

Entre janeiro e maio deste ano, 1.687 pessoas visitaram o cânion, em relação a 1.328 no mesmo período de 2025, um aumento de 359 visitantes.

Ver Resumo
  • Imagens capturam início da florada dos ipês no Cânion do Rio Poti, no Piauí.
  • Fenômeno ocorre em área com gravuras rupestres pré-históricas e abriga biodiversidade e arqueologia.
  • Temporada da florada segue até novembro, atraindo turistas e pesquisadores.
  • Cânion do Rio Poti passa por reestruturação para atender ao crescimento de visitantes.
Florada dos ipês no Cânion do Rio Poti | Foto: Divulgação/Semarh
Siga-nos no

Imagens registradas no Cânion do Rio Poti, no norte do Piauí, revelam o início de um dos espetáculos naturais mais aguardados do ano: a florada dos ipês. Pela primeira vez em mais de uma década de observação da região, foi possível captar com riqueza de detalhes a explosão de cores que toma conta das margens do rio e das formações rochosas do cânion.

O fenômeno cria paisagens de rara beleza em uma das mais importantes unidades de conservação do Nordeste brasileiro, atraindo a atenção de turistas, pesquisadores e amantes da natureza.

O espetáculo ganha ainda mais relevância por ocorrer em uma área que abriga um dos maiores complexos de gravuras rupestres pré-históricas ao ar livre das Américas. Centenas de inscrições deixadas por povos ancestrais há milhares de anos convivem com a floração dos ipês amarelos, roxos e brancos, formando um cenário que une biodiversidade, arqueologia e memória humana em um único espaço.

Temporada das flores segue até novembro

A temporada da florada começou em junho e deve se estender até novembro. Embora cada árvore permaneça florida por apenas sete a dez dias, a floração ocorre de forma escalonada entre as diferentes espécies de ipês, mantendo a paisagem colorida durante vários meses.

O espetáculo da natureza já reflete diretamente no turismo da região. Dados da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) apontam um crescimento de 21,3% no número de visitantes que realizaram passeios náuticos com condutores capacitados pelo órgão.

Entre janeiro e maio deste ano, 1.687 pessoas visitaram o cânion, contra 1.328 visitantes registrados no mesmo período de 2025, um aumento de 359 turistas. A expectativa é que a temporada da florada e a divulgação das imagens inéditas impulsionem ainda mais o fluxo de visitantes nos próximos meses.

Foto: Divulgação/Semarh

Parque passa por ampla reestruturação

Para acompanhar o crescimento da visitação, a Semarh está promovendo a maior reestruturação da história do Parque Estadual do Cânion do Rio Poti. As obras incluem a construção de guarita, portal de acesso, Central do Turista, ampliação e modernização do píer, melhorias na escadaria de acesso, além da implantação de estacionamento e urbanização da área destinada aos permissionários.

Em uma segunda etapa, estão previstas a construção de uma área de espera, da sede administrativa do parque, de uma ponte metálica e de um restaurante mirante. Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, os investimentos visam fortalecer o turismo sustentável e gerar oportunidades para as comunidades locais.

O Cânion do Rio Poti é uma das maiores joias naturais e arqueológicas do Brasil. O crescimento da visitação demonstra que cada vez mais pessoas estão descobrindo esse patrimônio extraordinário, destacou o secretário.

Foto: Divulgação/Semarh

Registro histórico emociona pesquisador

As imagens da florada foram registradas pelo ambientalista e pesquisador Dionísio Carvalho, que acompanha a região há mais de 12 anos. Segundo ele, registrar o encontro entre os ipês floridos e as paisagens monumentais do cânion era um sonho antigo.

São mais de 12 anos estudando e percorrendo o Cânion do Rio Poti. Sempre sonhei em registrar esse encontro entre os ipês floridos e as paisagens monumentais do cânion. Neste ano, a natureza nos presenteou com imagens que revelam toda a grandiosidade desse lugar único, afirmou.

Para o pesquisador, o espetáculo reforça a importância da preservação ambiental e da valorização desse patrimônio natural e histórico para as futuras gerações.

Foto: Divulgação/Semarh

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também