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FMS vai iniciar a oferta do implante contraceptivo Implanon em Teresina

O ‘chip anticoncepcional’ chega à rede pública para combater gravidez não planejada e ampliar opções às mulheres

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciará, ainda no primeiro semestre de 2026, a oferta do implante contraceptivo Implanon | Foto: Reprodução/ FMS
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A Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciará, ainda no primeiro semestre de 2026, a oferta do implante contraceptivo Implanon na rede pública de Teresina. O método, considerado contraceptivo reversível de longa duração, é conhecido popularmente como “chip anticoncepcional” e será disponibilizado em Unidades Básicas de Saúde (UBS) selecionadas da capital.

O dispositivo é inserido sob a pele do braço da mulher e libera continuamente o hormônio etonogestrel, prevenindo a gravidez por até três anos. Antes da implantação do serviço, médicos e enfermeiros das UBS passarão por treinamentos específicos para realizar tanto a inserção quanto a retirada do implante.

De acordo com a profissional de apoio institucional da Saúde da Mulher e da Criança da FMS, Ketiana Guimarães, a iniciativa busca enfrentar os elevados índices de gravidez não planejada no município.

“Além de ser altamente eficaz, o Implanon não depende da rotina diária da usuária, diminuindo o risco de falhas comuns em métodos como a pílula anticoncepcional”, explicou.

Ela ressalta que a rede municipal já disponibiliza preservativos, pílulas e contraceptivos injetáveis. Com a inclusão do implante, a capital amplia as alternativas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Com essa novidade, Teresina se alinha a um movimento global de fortalecimento das políticas de saúde pública, ampliando o leque de opções contraceptivas disponíveis no SUS e promovendo maior equidade e autonomia reprodutiva”, afirmou.

Implanon no SUS

A incorporação do Implanon ao SUS foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A previsão é que o método esteja disponível de forma ampliada para mulheres em idade fértil, até 49 anos.

Atualmente, o implante é ofertado pelo SUS apenas a grupos específicos, como mulheres vivendo com HIV/AIDS, privadas de liberdade, trabalhadoras do sexo e aquelas em uso de medicamentos que podem comprometer a eficácia de outros métodos contraceptivos.

O hormônio atua impedindo a ovulação e promovendo alterações no muco cervical, o que dificulta a passagem dos espermatozoides e reduz significativamente as chances de gravidez.

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