- Homem foragido do Ceará foi preso no Piauí em operação contra extorsão e gravação ilegal de vídeos íntimos.
- Crime envolve gravação de vídeos íntimos sem consentimento e exigência de transferências financeiras via Pix.
- Delegado alerta sobre possíveis vítimas no Piauí e reforça necessidade de registro de ocorrência em caso de ameaça.
- Polícia Civil orienta não pagar extorções e preservar provas para denúncia em delegacias próximas.
Um foragido do estado do Ceará, investigado por gravar vídeos íntimos de mulheres por meio de chamadas, sem consentimento, ameaçar e extorquir as vítimas, foi preso nesta quinta-feira (17), no município de São Raimundo Nonato, no Piauí. A ação policial ocorreu no âmbito da “Operação Cerco Fechado”.
Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário do Estado do Ceará. A investigação apura o crime de extorsão, ocorrido na cidade de Canindé, no Ceará.
COMO OCORRIA O CRIME?
Segundo as apurações, o homem abordava vítimas por meio de redes sociais, ganhava a confiança delas e as induzia a realizar chamadas de vídeo mostrando as partes íntimas. Ele gravava as imagens sem o consentimento das mulheres.
Com os vídeos, ele passava a exigir transferências financeiras, especialmente por meio de Pix, sob a ameaça de divulgar o conteúdo íntimo para contatos e familiares das vítimas.
Ao MeioNews, o delegado José Wellington, da Delegacia Seccional de São Raimundo Nonato, informou que o suspeito é residente da cidade piauiense.
Acreditamos que devido a essa essa prisão, possa ser que apareçam vítimas aqui do estado do Piauí e até de São Raimundo Nonato. Estamos no aguardo de aparecer algum registro nesse sentido, disse.
Após a formalização dos procedimentos legais cabíveis na delegacia, o preso permanecerá à disposição da Justiça do Estado do Ceará. Apenas as iniciais foram divulgadas: I. M. V. M.
A Polícia Civil do Piauí alertou sobre os riscos de compartilhar conteúdos íntimos com desconhecidos na internet. Em casos de extorsão ou ameaça, a orientação é não realizar pagamentos, guardar todas as provas (prints, contatos e dados bancários) e registrar um boletim de ocorrência imediatamente na delegacia mais próxima.