- Enfermeira afirma não ter envolvimento no sequestro de bebê em Teresina.
- Investigações apontam que suspeita agiu sozinha e foi presa no dia 8 de julho.
- Profissional registrou boletim de ocorrência por difamação e calúnia.
- Tia da vítima acusou Daniela Beatriz de divulgar imagem da enfermeira.
- Caso ocorreu na maternidade em 6 de julho, com bebê em exames de rotina.
A enfermeira Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão enviou uma nota ao Meio News informando que não tem qualquer tipo de envolvimento na tentativa de sequestro de um bebê na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A profissional também informou que está sendo vítima de difamação.
O caso ocorreu no dia 6 de julho, e a suspeita Auricélia de Sousa Rocha foi presa pelo crime horas depois. As investigações apontam que ela teria agido sozinha.
Eu, Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão, enfermeira da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina/PI, venho esclarecer publicamente que não tenho e jamais tive qualquer envolvimento com a tentativa de subtração de recém-nascido ocorrida naquela unidade em 06/07/2026. Estive no local apenas no exercício das minhas funções de supervisão, e tive minha imagem indevidamente vinculada ao caso e minha identidade apontada de forma falsa.
A profissional informou ainda que registrou um Boletim de Ocorrência por calúnia e difamação e ingressou com as medidas judiciais cabíveis contra Daniela Beatriz, tia da recém-nascida vítima da tentativa de sequestro. Segundo Ingrid, Daniela seria a responsável por divulgar sua imagem associando-a como suspeita no caso.
O caso
Uma mulher relatou que sua sobrinha recém-nascida teria sofrido uma tentativa de sequestro dentro da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER), no dia 6 de julho.
A tia, Daniela Beatriz, relatou que a mãe da bebê estava internada na maternidade desde o último sábado (4), após ser transferida devido à gravidez de risco. A mãe já havia recebido alta médica, mas a recém-nascida permaneceria na maternidade para realizar os exames da orelhinha e do pezinho.
De acordo com o relato da tia, que estava acompanhando o bebê no momento, uma mulher afirmou que iria tentar conseguir os exames para que a família já pudesse deixar a maternidade.
Sem levantar suspeitas e acreditando que a mulher se tratava de uma enfermeira, Daniela entregou a criança nas mãos dela. Segundo ela, a mulher levou o bebê, colocou-o dentro de uma bolsa, trocou de roupa e tentou sair do local.
Mulher presa
Conforme apurado pela Rede Meio Norte, após o ocorrido, Auricélia foi internada no Hospital Areolino de Abreu, onde acabou localizada e presa. Os advogados de defesa procuraram a delegacia e informaram que ela estava na unidade de saúde.
A principal hipótese investigada é de que a suspeita sofreria de gravidez psicológica. As investigações continuam.