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HGV realiza cirurgia inédita para tratar aneurisma da aorta abdominal

O procedimento durou cerca de quatro horas e representou um marco para o Serviço de Cirurgia Vascular do hospital.

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  • Hospital Getúlio Vargas realiza cirurgia inédita para tratar aneurisma complexo da aorta abdominal.
  • Cirurgião vascular Nilo Luiz coordenou procedimento com implantação de endoprótese fenestrada personalizada.
  • Paciente, Cassandra Santos, de 59 anos, recebeu alta da UTI após boa evolução clínica.
  • Procedimento exigiu prótese com quatro ramificações para manter fluxo sanguíneo para órgãos importantes.
  • Endoprótese fenestrada foi desenvolvida com aberturas sob medida para evitar bloqueio vascular.
HGV realiza cirurgia inédita para tratar aneurisma da aorta abdominal | Foto: Ascom/HGV
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O Hospital Getúlio Vargas (HGV) realizou, nesta semana, uma cirurgia inédita para o tratamento de um aneurisma complexo da aorta abdominal, com implantação de uma endoprótese fenestrada. O procedimento durou cerca de quatro horas e representou um marco para o Serviço de Cirurgia Vascular do hospital. A paciente, Cassandra Santos, de 59 anos, apresenta boa evolução clínica, passa bem e já recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo o coordenador do Serviço de Hemodinâmica do HGV, o cirurgião vascular Nilo Luiz, o procedimento foi realizado com sucesso e a paciente apresenta recuperação satisfatória.

A cirurgia foi complexa e inédita porque exigiu a implantação de uma endoprótese fenestrada, um dispositivo metálico tubular, semelhante a um stent, desenvolvido com aberturas feitas sob medida para permitir a passagem do sangue pelos vasos que se ramificam da aorta. Como foram necessárias quatro fenestras, trata-se de um procedimento inédito no nosso hospital, explicou o cirurgião, que coordenou a equipe responsável pela intervenção.

Foto: Ascom/HGV

Nilo Luiz destacou que a complexidade do caso exigiu uma prótese especialmente customizada para a paciente, com quatro ramificações que permitem manter o fluxo sanguíneo para órgãos importantes.

Nesse caso, não poderíamos simplesmente colocar um stent que bloqueasse a passagem do sangue para os vasos responsáveis pela irrigação dos órgãos. Foi necessário utilizar uma prótese com quatro fenestras, associadas a pequenos stents revestidos e customizados para a própria paciente. Essas ramificações permitem que o sangue continue chegando a diferentes partes do corpo, preservando a circulação dos órgãos viscerais e evitando complicações potencialmente fatais, detalhou.

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