- Homem de 48 anos é preso por ameaçar juíza com áudio e mensagens.
- Ameaças ocorreram durante processo judicial e no Fórum, em agosto.
- Delegado afirma que suspeito se sentiu injustiçado e atacou juíza.
- Prisão preventiva foi solicitada após registro de boletim de ocorrência.
- Homofobia é crime pelo qual ele responde na Justiça, segundo delegado.
Um homem identificado como Cassimiro Cardoso dos Santos Neto, de 48 anos, foi preso nesta terça-feira (22) suspeito de ameaçar uma juíza através de áudio e mensagens. De acordo com o delegado Tales da Diretoria Especializada em Operações Policiais (Deop), o indivíduo responde na Justiça pelo crime de homofobia.
No transcorrer desses processos, ele procurou o Fórum em agosto. Procurou a juíza, e lá, na presença de várias pessoas, servidores, inclusive, do Poder Judiciário, ele fez várias afirmações que atingiram a honra da juíza, inclusive, em tom um pouco de ameaça, e aí ele conseguiu o telefone da juíza e passou a enviar áudios, também tratando da mesma temática que ele falou lá no Fórum, acusando a juíza de várias situações, informou.
Ainda segundo o delegado, o fato narrado foi registrado em 24 de agosto. No entanto, o suspeito também já teria ameaçado servidoras da Delegacia de Direitos Humanos.
Esse procedimento vem desde o ano passado. A Delegacia Direitos Humanos no procedimento para curar a questão de homofobia, tendo como investigado Cassimiro, lá ele teria ameaçado as servidoras, principalmente lá da delegacia, e elas se sentindo inseguras para continuar o procedimento, solicitaram a designação de outro delegado para fazer a curação dos fatos, informou Tales.
Diante das ameaças, a juíza registrou um boletim de ocorrência em desfavor do suspeito. A Delegacia de Proteção à Mulher representou pela prisão preventiva de Cassimiro que foi detido na na zona Sudeste de Teresina. O delegado Tales aponta que o homem teria se sentido “injustiçado” na tramitação do processo, segundo as investigações, e que isso teria motivado a perseguição contra a juíza.
No andamento do processo, ele se sente injustiçado, e esse sentimento dele, ele passou a atacar, pelo que contém nas informações, a perseguir a juíza, com esse ato de procurá-lo lá no Fórum, e também de mandar mensagem para o telefone pessoal da juíza, com esse conteúdo difamatório e intimidador, finalizou o delegado.