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Igreja convoca sociedade a refletir sobre moradia na Campanha da Fraternidade 2026

Durante o lançamento, o arcebispo de Teresina, Dom Juarez Marques, destacou que a campanha é um forte apelo à conversão e à prática da fraternidade.

Campanha da Fraternidade 2026 | Foto: Renato Bezerra
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Na manhã desta quinta-feira (19), a Arquidiocese de Teresina lançou oficialmente a Campanha da Fraternidade 2026. Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a iniciativa convida os cristãos a refletirem sobre a realidade de milhares de pessoas que ainda não possuem uma moradia digna.

DEBATE SOBRE O DIREITO À MORADIA

A proposta reacende o debate sobre o direito à moradia digna e convoca Igreja, poder público e sociedade civil a assumirem a corresponsabilidade diante do déficit habitacional no estado e no país. Durante o lançamento, o arcebispo de Teresina, Dom Juarez Marques, destacou que a campanha é um forte apelo à conversão e à prática da fraternidade.

Ele veio morar entre nós’ é o forte apelo do Evangelho para todos nós. A Campanha da Fraternidade nos inspira por meio da Palavra de Deus, que nos convida à conversão: ‘Convertei-vos e crede no Evangelho, afirmou.

Foto: Renato Bezerra

Segundo ele, garantir moradia digna é assegurar um direito fundamental. “A moradia é um direito de filhos e filhas de Deus, é um direito constitucional. E nós sabemos que a realidade não é bem essa. A moradia é a porta de entrada para todos os outros direitos de que uma pessoa e uma família precisam para viver com dignidade”, pontuou Dom Juarez.

O coordenador do Setor de Campanhas do Regional NE 4, professor José Neto, reforçou que a falta de moradia fere diretamente a dignidade humana. 

Moradia precária é uma realidade presente entre nós. Isso não é vontade de Deus, porque a dignidade humana está profundamente ferida. Quando a pessoa não tem um lar, a vida perde totalmente o sentido, destacou.

Foto: Renato Bezerra

Ele comparou a moradia à porta de entrada dos demais direitos sociais. “Sem moradia, a porta está fechada. A moradia garante saúde, educação, trabalho digno e salário justo. É um direito sagrado”, concluiu.

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