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Intolerância religiosa: às vésperas de data sagrada, imagem de Iemanjá é novamente depredada em Teresina

A Articulação Nacional de Povos de Matriz Africana e Ameríndia (ANPMA-Brasil) se manifestou pedindo a adoção de políticas públicas para proteger símbolos religiosos

Estátua de Iemanjá | Foto: Reprodução/ ANPMA-Brasil
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A imagem de Iemanjá instalada na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, foi novamente alvo de vandalismo neste domingo (01). O vidro do aquário que protege o monumento foi quebrado e uma das mãos da escultura foi danificada.

O ataque ocorreu na véspera do Dia de Iemanjá, celebrado por povos e comunidades tradicionais de matriz africana, o que reforça o caráter simbólico e religioso do ato. Para a Articulação Nacional de Povos de Matriz Africana e Ameríndia (ANPMA-Brasil), o episódio vai além de simples depredação e apresenta indícios claros de intolerância religiosa.

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA 

Dados apontam que o Piauí está entre os estados com maior número de registros de violência contra comunidades de matriz africana. Segundo a ANPMA-Brasil, casos como este evidenciam falhas nas ações do poder público para prevenir e enfrentar esse tipo de crime.

A entidade informa que há mais de dois anos solicita a instalação de câmeras de monitoramento na área do monumento. A expectativa é de que sistemas de videovigilância já existentes possam auxiliar na identificação dos responsáveis.

INVESTIGAÇÃO 

O caso deve ser investigado pelas autoridades policiais. A ANPMA-Brasil cobra a responsabilização dos autores e a adoção de políticas públicas permanentes para proteger símbolos religiosos e combater a intolerância.

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