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Justiça mantém réu no Tribunal do Júri por mortes de ex-companheira grávida e dois filhos

Geneilton foi pronunciado por feminicídio contra Jairane e por homicídios qualificados contra as duas crianças

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  • Geneilton Luiz de Araújo será julgado pelo Tribunal do Júri por ter matado a ex-companheira e seus dois filhos em 2025.
  • A Justiça manteve a qualificadoras da pena por causa da gravidez da vítima, apesar da defesa ter pedido sua remoção.
  • Testemunhas afirmam que Geneilton sabia da gravidez e chegou a questionar a paternidade da criança.
  • A pronúncia não equivale a condenação, e o caso seguirá para o julgamento pelo Tribunal do Júri.
  • Jairane e os filhos foram encontrados mortos em sua residência no município de Paquetá.
Mãe e dois filhos são encontrados mortos dentro de casa em Paquetá | Foto: Reprodução e Polícia Militar do Piauí
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A Justiça do Piauí manteve a decisão que leva Geneilton Luiz de Araújo a julgamento pelo Tribunal do Júri pelas mortes da ex-companheira, Jairane Moura da Silva, que estava grávida, e dos dois filhos dela. O crime ocorreu em 2 de março de 2025, no município de Paquetá, na região de Picos.

Acusado responde por três homicídios

Geneilton foi pronunciado por feminicídio contra Jairane e por homicídios qualificados contra as duas crianças. A decisão também manteve as qualificadoras e a causa de aumento de pena relacionada ao fato de a vítima estar grávida.

A defesa pediu a retirada da majorante referente à gravidez, alegando que não havia provas de que o acusado soubesse da gestação. Os desembargadores, porém, entenderam que existem depoimentos indicando que Geneilton tinha conhecimento da gravidez.

Segundo testemunhas, familiares e pessoas próximas, o acusado sabia da gestação e chegou a questionar a paternidade da criança.

A decisão também cita que ele teria admitido anteriormente saber da gravidez. Posteriormente, durante o processo, afirmou que desconhecia a gestação e acreditava que Jairane tinha um cisto.

Pronúncia não significa condenação

A Justiça destacou que a decisão de pronúncia não representa uma condenação. O entendimento apenas permite que o caso seja levado ao Tribunal do Júri, que será responsável por decidir sobre a culpa ou inocência do réu.

Jairane e os dois filhos foram encontrados mortos dentro da residência onde moravam. Com a manutenção da decisão, o processo seguirá para as próximas etapas até a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri.

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