- Espera em Teresina era usada para venda de drogas em operação da polícia.
- Casa no Bela Vista servia como depósito de entorpecentes e residência de Dalila.
- Dalila é apontada como líder do esquema e residia com filha em local de armazenamento.
- Operação contou com polícias Civil, Militar e equipes especializadas sem reação dos suspeitos.
Uma espetaria que funcionava à noite também era usada para comercializar drogas em Teresina, segundo investigação do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC). A polícia aponta que o estabelecimento era abastecido por uma casa no bairro Bela Vista, utilizada como depósito de entorpecentes. Na operação, foram encontrados 15 tabletes de drogas ainda não identificadas, além de outras porções fracionadas.
Quatro pessoas foram conduzidas durante a ação integrada das polícias Civil e Militar. De acordo com o coordenador do DENARC, delegado Samuel Silveira, três ficaram presas. Entre elas estão uma mulher identificada como Dalila e a mãe dela, apontada pela investigação como participante do esquema.
Casa servia como depósito de drogas
Segundo o delegado Samuel Silveira, o imóvel no Planalto Bela Vista era utilizado para armazenar os entorpecentes, que depois eram fracionados e encaminhados ao ponto de venda.
“Um depósito, que fica ali mais especificamente no Planalto Bela Vista, que alimentava uma boca de fumo, que fazia às vezes de espetaria no período noturno”, explicou o delegado.
A casa era alugada e servia de residência para Dalila e a filha. Já a espetaria também funcionava como moradia para outros familiares e, à noite, como estabelecimento comercial e ponto de venda de drogas.
Foto: Thiago Black/Meio Norte
Dalila é apontada como líder do esquema
Em entrevista, Samuel Silveira afirmou que Dalila era responsável por liderar a venda de drogas investigada. Segundo o delegado, ela não tinha registros de prisões anteriores.
“A casa que era alugada, mas que ela residia na companhia de sua filha, era justamente o depósito de todo esse entorpecente, que era fracionado e encaminhado para a espetaria”, declarou.
O coordenador do DENARC também chamou a atenção para a participação de mulheres na liderança de atividades ligadas ao tráfico. Segundo ele, a polícia tem observado casos em que elas deixam de apenas substituir companheiros presos e passam a comandar diretamente a atividade criminosa.
“Tem uma crescente de mulheres que têm entrado pelas portas das facções, pelas portas do tráfico, mas que têm entrado não substituindo o companheiro, mas liderando a situação criminosa de frente mesmo”, afirmou.
Operação ocorreu sem reação dos suspeitos
A operação foi coordenada pela Superintendência de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SOI/SSP-PI), com participação das polícias Civil e Militar e de equipes especializadas, incluindo BEPI, BOPE, RONE e ROCAM.
Questionado sobre a abordagem, Samuel Silveira afirmou que as equipes conseguiram controlar rapidamente os ambientes.
“Uma entrada com bastante energia, rápido controle, domínio do ambiente, progressão feita com bastante cuidado, zerando todos os ambientes”, relatou.
O tenente-coronel Audivan Nunes atribuiu o resultado ao treinamento das equipes especializadas. “Isso se dá em conta [...] ao treinamento que é feito com as nossas tropas especializadas”, afirmou.
Quatro pessoas foram conduzidas durante a ação. Segundo o delegado, três ficaram presas, enquanto a situação do quarto envolvido seria avaliada. Os suspeitos ficaram à disposição da Justiça.