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“Mais tempo com a família”: Veja o que dizem os piauienses sobre o fim da escala 6x1

Proposta em debate no Congresso prevê redução gradual da jornada e divide opiniões entre trabalhadores e setores produtivos

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  • A proposta de fim da escala de trabalho 6x1 gera debates no Congresso Nacional e na população brasileira.
  • O dispositivo prevê reformulação na carga horária de funcionários sob o regime da CLT, com foco em mais tempo livre para os trabalhadores.
  • A escala 5x2 é a mais aceita, com funcionários trabalhando cinco dias na semana e duas folgas programadas.
  • A aprovação do novo modelo de trabalho poderia aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Teresinenses revelam o que pensam sobre a proposta do fim da escala 6x1 | Foto: Reprodução/MeioNews
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A proposta que põe fim à escala de trabalho 6x1, em que trabalhadores atuam seis dias consecutivos e possuem um dia de folga durante a semana, tem gerado debates no Congresso Nacional, em setores produtivos e também na população brasileira.

O dispositivo prevê que seja feita uma reformulação na carga horária de funcionários sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O MeioNews foi às ruas de Teresina para questionar a população: o que você faria se tivesse mais tempo livre?

O QUE PENSA A POPULAÇÃO?

Centro de Teresina - Foto: Reprodução 

Para a vendedora Mônica Patrícia, a medida é positiva e vista com bons olhos. De acordo com ela, o tempo a mais tornaria a rotina mais tranquila e a faria passar mais tempo com a família:

“Eu acho que conseguiria ficar mais tempo com a família, porque a gente se torna mais ausente de casa, dos amigos e do lazer. De tal forma, é um descanso de uma forma geral”, afirmou a vendedora.

Já para Wesley Henrique, apesar de entender a importância de mais tempo livre para o trabalhador, existem outros direitos trabalhistas que também devem entrar em debate:

 “Eu acredito que, no momento, não é isso que o trabalhador precisa. Sei que precisamos de mais tempo livre, mas o trabalhador também precisa de uma melhor remuneração”, destacou.

Quem também aprova a medida é Josiane dos Santos. De acordo com ela, os impactos seriam positivos na economia:

 "Eu acho uma boa proposta porque, além de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, o mercado também vai agregar maior valor", pontuou. 

COMO FUNCIONARIA O NOVO MODELO DE TRABALHO?

A reformulação do modelo de trabalho propõe que o trabalhador consiga ter mais dias livres.

 A mais aceita é a escala 5x2, na qual os funcionários trabalhariam cinco dias na semana, com duas folgas programadas.

O QUE MUDARIA NA PRÁTICA?

Trabalhadores em setor industrial - Foto: IA 

Para o trabalhador, a aprovação é vista como uma forma de ter maior qualidade de vida, mais disponibilidade para administrar pendências do dia a dia e também como um mecanismo para promover a melhora na saúde mental dos brasileiros.

A escala 6x1 é utilizada em setores como telemarketing, comércio, serviços e indústria em geral. As opiniões sobre o fim do modelo de trabalho são divididas.

Caso aprovado, o novo modelo poderia aumentar a produtividade e fazer com que os trabalhadores estivessem mais dispostos no cotidiano, o que elevaria os lucros das empresas.

Em contrapartida, há quem defenda que a aprovação poderia elevar os custos operacionais das empresas e que alguns setores, principalmente o comercial, teriam dificuldade em se adaptar, o que poderia gerar perda de lucro.

TRANSIÇÃO PROGRESSIVA

Recentemente, a Câmara dos Deputados vem analisando a mudança da escala de trabalho de forma progressiva, em uma transição de quatro anos.

O que é proposto é que, até 2030, a escala 5x2 já entre em vigor em todos os setores da economia. Na prática, o regime funcionaria da seguinte forma:

A jornada de trabalho passaria, assim, para 43 horas semanais em 2027; 42 horas semanais em 2028; 41 horas semanais em 2029, chegando a 40 horas semanais em 2030.

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